quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Filosofando sobre o amor.

É tão incrível o amor, com todas as suas explicações que tentamos desenvolver de forma racional. Nós não descobrimos que ele é mesmo irracional e que cada um de nós tenta explicar de várias formas o que esse sentimento causa em nós. Algumas frases e palavras soltas em versos dos poetas e cantores: “A sua ausência me causou um caos"; "um amor assim delicado você pega e despreza"; "você me tem fácil demais"; "ainda vai levar um tempo para curar o que feriu por dentro”. Tantas canções, milhares. Nós ouvimos os adolescentes, os velhos, todos tentando explicar uns aos outros esse sentimento inexplicável. Quantas vezes acreditamos que aquela pessoa é a única do mundo e que sem ela não vamos mais poder respirar? Muitas vezes uma pessoa que você conheceu aos trinta anos e que viveu sem ela a vida toda, engraçado isso. Certa vez uma amiga disse-me: “Mas eu não sei como eu vivi sem ele? Por isso minha vida era tão triste.” Eu sou uma observadora do cotidiano, dos sentimentos alheios e do meu próprio coração. Essa viagem no sentir sempre me fascinou. O que passa pelo coração de quem ama. As armaduras que se desmancham como palha quando ao olhar do ser amado tudo muda, quando ao ouvir a voz do outro, o toque, o cheiro, todas as mazelas se desfazem. O poder mágico do amor. É surpreendente o momento em que de forma racional gritamos a nós mesmo: “Eu não quero mais saber dele, ou dela.” Seguimos a vida, cheio de rancores e mágoas, que deixam nossos pensamentos certos de que mesmo estando na presença do ser amado, tudo acabou. O caos interior que juramos não existir. Até o toque mágico e poderoso do perdão. Pronto, eis que como uma onda, toda angústia é varrida para as profundezas. As nossas fragilidades expostas dentro de nós, nos deixando surpresos com a nossa própria traição. Dessa forma continuamos a buscar a solução para o amor. E se seguíssemos como as gaivotas trocando gracinhas no ar? Voando em bando para lugares distantes, seguindo o vento e sentindo a brisa para deixar o amor acontecer suavemente sem nenhuma interferência da razão?

Denise Portes
Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
Por ser amor
Invade
E fim!

Djavan 

2 comentários:

Alê disse...

Tem coisa mais extraordinária que ele? Desconheço,

Leo disse...

Concordo com Alê, quando ele vem nenhum muro que criamos fica em pé.