quinta-feira, 20 de setembro de 2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

domingo, 16 de setembro de 2018

sábado, 15 de setembro de 2018

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

terça-feira, 11 de setembro de 2018

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

domingo, 9 de setembro de 2018

sábado, 8 de setembro de 2018

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Sobre as palavras...

Sempre gostei de palavras que me bagunçam, guardo em meu coração o som das letras quando a minha mãe me dizia: te amo desde sempre e pra sempre.

Denise Portes

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

domingo, 2 de setembro de 2018

Rio ´pra não chorar...


Arrastões, assaltos, hospitais públicos sem médicos nem medicamentos, escolas fechadas, criança uniformizadas vítima de bala perdida, policiais mortos. Marielle Franco, vereadora do PSOL e o motorista Anderson Pedro Gomes, ambos mortos numa emboscada e não acham os assassinos. Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, preso. O museu Nacional da Quinta da Boa Vista em chamas... A situação do Rio levou a procuradora-geral da República, Raquel Dogde, a dizer que o estado vive um clima de terra sem lei. Que país é esse? Que estado é esse? 

Denise Portes

sábado, 1 de setembro de 2018

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Fato.

Por trás de toda história existem dois lados, simples e sério assim... 

Denise Portes

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

terça-feira, 28 de agosto de 2018

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

domingo, 26 de agosto de 2018

sábado, 25 de agosto de 2018

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

terça-feira, 21 de agosto de 2018

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

domingo, 19 de agosto de 2018

sábado, 18 de agosto de 2018

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

terça-feira, 14 de agosto de 2018

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

domingo, 12 de agosto de 2018

sábado, 11 de agosto de 2018

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

terça-feira, 7 de agosto de 2018

domingo, 5 de agosto de 2018

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O apanhador de desperdícios - Manoel de Barros

Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Aniversário Adson, meu irmão.

O único companheiro que temos em casa dividindo todo o aprendizado de uma educação é ou são nossos irmãos. É o irmão que está ali vivendo e aprendendo com o mesmo pai, mãe e que conhece as estranhezas e lindezas da família. Há quem tem problemas com irmãos, no meu caso dei sorte, dividi a minha infância, juventude e a maturidade com meu irmão. Somos completamente diferentes de personalidade e de escolhas na vida, porém nossos corações são unidos em um lugar muito parecido. Quando foi necessário unir forças para estar ao lado de nossos pais, no fim da vida deles, estivemos unidos e depois o amor que se construiu durante a vida, resplandece em nossa maturidade. Muito feliz de ter você ao meu lado. Feliz aniversário meu irmão, que a vida te trate bem sempre, amo você.

Denise Portes

terça-feira, 31 de julho de 2018

Saindo de casa em 1977.

Com quinze anos eu achava que era o meio do caminho, quanta adolescência, pureza e confusão de pensamentos! Entre as montanhas da minha cidade mineira o horizonte era o céu que de tão perto da terra me fazia sonhar com outros lugares. O Rio de Janeiro era longe e enorme para o tamanho dos meus sonhos, mas eu acreditava no que sonhava. Pai e mãe nem sabiam de tantos desejos, eu era uma menina criada no interior entre as flores, pureza, fazenda, animais, bicicleta, vários amigos, o céu estava sempre em festa e não poderia existir infância mais bonita. Nenhum problema só amor de família e amigos. Os namorados mais lindos, o cinema pequeno com sua tela enorme, a televisão, preto e branco com papéis coloridos na frente. Os livros, o desejo de ser dentista e a alma de poeta foi rasgando meus caminhos até que a chegada de um irmão mais novo transformou as atenções da minha mãe extremamente amorosa e ansiosa que não percebeu que a adolescência mudou meu olhar para aquele lugar que eu ocupava. Sozinha em minhas transformações, tudo mudava cotidianamente dentro e fora de mim, comecei a pensar um jeito de colocar a mochila nas costas e seguir para o Rio de Janeiro. Não me deixaram ir, meu pai que morou três anos no Rio achava impossível que as minhas asas voassem para tão distante e o máximo que consegui foi Juiz de Fora em uma república onde morava uma prima ajuizada, Katita. E assim foi feito, lá estava eu numa cidade média, perdida, sem amigos, sem pais ou irmãos e nem pensava que era corajosa, eu só me joguei e daí pra frente à vida foi escrita por minhas escolhas e a ajuda de um anjo da guarda que nunca me abandonou.
A culpa de estar distante da família e crescer tão longe dos meus pais só bateu a minha porta muitos anos depois. A admiração pela coragem que tive também demorou a chegar, não existia medo, apenas determinação. Ainda tive que viver um ano em Niterói para chegar à cidade, que naquela época sim era maravilhosa. Fiz por todos esses anos uma rede de amigos e posso dizer que tenho sorte, encontrei muitas pessoas boas pelo caminho.
A minha cidade pequena cresceu e não tem mais a ternura e o glamour de uma cidade do interior e o enorme relógio da praça parece que diminuiu, não existe mais o cinema, nem o Pilão, o importante restaurante da época. Os amigos que fiz por lá, eu reencontrei muitos queridos nas redes sócias. Alguns amigos amados morreram, outros parecem que o tempo não passou. Como é linda e cruel a vida. A igreja, o clube, a casa dos meus pais e nem mesmo os meus pais estão mais lá, mas um pedaço do meu coração se eternizou ali é como um reflexo condicionado. Todas as vezes que eu corto as montanhas da minha antiga cidade e o céu vai se aproximando da terra todos os melhores sentimentos crescem dentro de mim. 

Denise Portes

Estrela do Mar - Marino Pinto.

Um pequenino grão de areia
Que era um eterno sonhador 
Olhando o céu viu uma estrela 
Imaginou coisas de amor 
Passaram anos, muitos anos 
Ela no céu, ele no mar 
Dizem que nunca o pobrezinho 
Pode com ela se encontrar.

Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar.