quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Mundo!

Deus nos deu a Terra para vivermos assim...

Mas nós resolvemos viver assim!

A correria
O problema da correria da vida é que você vai seguindo.
Vai acordando, vai dormindo
Vai correndo, vai escolhendo
Vai acertando, vai errando
Vai subindo o morro
Correndo, depressa
Sem respirar
Não para
Não dá tempo
Não olha
Não vê o que tem pra ver!
A paisagem!

Todo mundo tem seu dia de querer largar tudo, mudar tudo ser outra coisa. Viver em outro pais, ter outros amigos, conhecer outras pessoas.Nos tempos de agora é um tal de dizer:
“to deprimido”. Eu acho que a gente está mais cansado.Cansado de correr para lá e pra cá.Cansado de consumir, muitas vezes, o que não precisa. Cansado de ser: magro, legal, simpático, culto, presente integrado...
Ufa!Cadê aquele sossego para não fazer nada, ler algo que ninguém ta lendo, conversar com um amigo pessoalmente. Sem e-mail, MSN, celular ou telefone.
Tempo para falar devagar, não pensar, tempo para acalmar.
Ave pertencente ao Parque das Aves, situado bem em frente à entrada do Parque Nacional do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil.
A palavra é... Harmonia.

Essa é a imagem de delicadeza que quero na minha mente e no meu coração!

Primavera no Rio de Janeiro, o morro do Corcovado emcoberto, o balet de nuvens resultante de ventos fortes deixa à mostra apenas a estátua do Cristo Redentor.
Foto realizada do alto do morro Pão de Açúcar.
O Novo.

"Um caminho novo, uma escola nova, a folha em branco, um novo amigo, um trabalho.
O país nunca antes visitado.
Uma vizinhança, uma casa nova, um brinquedo novo.
Se fosse um sabor o novo seria acre doce.
Se fosse um cheiro seria de âmbar.
Se fosse uma cor seria perturbadora, como o verde limão, que ofusca, mas prende o outro.
Se um som seria sussurro ao pé do ouvido.
O novo sorve, sorvem absorvem.
É disso que se fazem adulto.
Gente grande aprecia bem menos, incomoda o novo.
Sapato novo é bonito, mas se não for sobre medida, machuca o pé.
Será que ficar velho é o que acontece, quando o desconforto com o novo, provoca bolhas em nosso espírito?
Eu vou iluminar as almas,
Que para elas me iluminar.
Eu vou também pedir as almas,
Que para elas me ajudar.
Lá no Cruzeiro divino,
Aonde as almas vão rezar.
As almas choram de alegria,
Quando os filhos se combinam
E de tristeza quando não quer combinar.
"Eu vou voando pela vida sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar"
Eu amo o mar.
Salgadas águas de paixão eterna
Que banham ilhas distantes.
Denise Portes
Caminhada para a descoberta...

Sabe o que eu queria mesmo?
Ser surfista.

Para minha mãe.Cora Coralina.

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada,
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.
Cora Coralina

Neuchâtel-Suiça









Neuchâtel (literalmente em francês Novo Castelo) é a capital do cantão suíço homônimo. Está localizada às margem do lago de Neuchâtel e tem cerca de 31 mil habitantes (2002).
Mesmo sendo uma cidade francófona, Neuchâtel também é conhecida por seu nome em alemão Neuenburg, de mesmo significado, legado pela dominação prussiana que durou até 1848.
A comuna de Neuchâtel está situada numa colina de 430 metros de altitude sobre o nível do mar e tem uma área de 18,05 km².
Situada a noroeste do lago homônimo, fica a poucos quilômetros a leste de Peseux e a oeste de Saint-Blaise.
Neuchâtel é bastante conhecida por seus fabricantes de relógios e pela variedade típica do fondue (fondue Neuchâteloise).
Suas principais atividades econômicas atualmente são o turismo, fabrico de charutos, vinhedos e várias empresas de alta-tecnologia. Neuchâtel sedia uma pequena mas ativa universidade, bem como o "Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia" (CSEM).
Apesar de sua população relativamente pequena, Neuchâtel tem vários e excelentes museus, especialmente o Latenium - um museu de arqueologia que retrata os tempos pré-históricos da região e de Hauterive. Há, ainda, o "Homens" (museu etnográfico), um museu artístico e histórico, onde é possível encontrar-se um dos primeiros robôs feitos pelo homem, o "Jaquet-Droz" (datado de entre 1770 a 1774), o museu de História Natural e um teatro recente e muito ativo.
Seu filho mais conhecido é o biólogo e psicólogo Jean Piaget. Robert Miles e Marcel Junod também nasceram em Neuchâtel. Friedrich Dürrenmatt viveu em Neuchâtel durante trinta anos de sua vida.
Grávida de cinco meses, eu embarquei para Europa com minha mãe. Fomos a passeio para ficarmos um mês. Rio- Bruxelas e de lá para mais cinco países.
A companhia de minha mãe, minha gravidez e todos os acontecimentos dessa viagem é algo inesquecível. As delícias de estar na Europa.Em nosso roteiro incluímos a Suíça.
Conheci Neuchâtel, há quinze anos. Fomos à Suíça visitar a Cristina, uma grande amiga.
A Cristina nos encantou com sua hospedagem, nessa cidade desenhada a lápis.
Neuchâtel é um encanto de cidade! Saímos de Bruxelas, na Bélgica.
Embarcamos a noite de trem, achando a coisa mais deliciosa a tal viagem, na cabine de um trem, que cortaria a França e nos deixaria na fronteira da Suíça. Neste momento do embarque, quando o trem acabou de partir, entrou em nossa cabine um senhor de nome estranho.
Pediu nossos passaportes e sumiu com eles, durante trinta minutos. Cinco minutos após a sua saída, entrou o responsável pelas cabines e nos pediu os bilhetes e os passaportes.
Eu falava inglês, minha mãe achava que o homem era surdo e o homem só falava francês.
Estava formada a confusão. Eram gritos para todos os lados.
Minha mãe aos berros dizia a ele que ela era brasileira, de Muriaé, que se chamava CARMELITA e que não iria sair daquela cabine, de jeito nenhum. Quando o homem resolveu que ia nos chutar dali, que nem desenho animado, eis que surge o maldito senhor que nos levou o passaporte.Confusão resolvida , mais cinco horas no trem.
Chegamos a fronteira da Suíça. Tínhamos agora que trocar de trem e embarcarmos em terras Suíças direto para Neuchâtel.Uma maravilha!
Fui trocar o dinheiro por francos suíços. Coloquei minha mãe de castigo, sentada e avisei que não saísse dali, pois ela teria que gritar muito, para conseguir uma informação. Ela assim o fez.
Rodei como uma louca na estação em busca de informações. Depois de quarenta minutos voltei. Mamãe estava a gargalhada com uma mulata loura, com uma pinta de prostituta.
-"Filha, essa aqui é Lurdes, olha que graça de moça. Ela é de Salvador, esta aqui há anos."
Conclusão mamãe resolveu todos os nossos problemas, pois ela tinha todas as informações. Lurdes sabia TUDO.

RUMO A NEUCHÂTEU
O trem na Suíça, como tudo, é maravilhoso. Pessoas lindas, jovens com esquis indo para os Alpes e mamãe que estava louca por um café com leite.
-“Minha filha ta frio, pedi uma média ai para mim.”
Pedi. Quando feliz apreciava a paisagem e tomava a gostosa idéia do café da manhã, tive a péssima intuição.
-"Mamãe, você sabe o endereço da Cristina?"
Ela me respondeu:
-"Ao certo, ao certo eu sei a rua e o número do prédio. O apartamento, não."
Quase morri. Lá estávamos, nós embaixo do prédio da Cristina e com um painel de vários apartamentos na nossa frente. Minha mãe tirou o óculos,olhou firmemente para o painel, enquanto eu me escondia do outro lado da rua.Ela apertou um botão, de qualquer apartamento,olhou para cima e gritou:
-Cristina, Cristina é a Maninha.
Um minuto depois aparece Cristina toda descabelada e as gargalhadas gritou:
-Maninha que delícia, você está aqui!
Eram seis da manhã.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Som e Fúria

Felipe Camargo retorna à TV como protagonista da minissérie Som e Fúria
O ator interpreta o diretor de uma companhia de teatro louco como Hamlet
Dante (Felipe Camargo) é um ator apaixonado e meio "pirado"
A minissérie Som & Fúria, que estreia na Rede Globo na próxima terça, 7 de julho, tem um roteiro que mistura as tramas das peças de Shakespeare com a vida dos próprios personagens, atores de uma companhia de teatro que as interpretam. O mesmo paralelo pode ser traçado entre a história da minissérie e seu protagonista. Há tempos sumido para o grande público, Felipe Camargo encarna em Som & Fúria o personagem Dante, um ator que foge durante uma elogiada montagem de Hamlet e reaparece sete anos depois.
O fato de Felipe não fazer um papel de destaque na televisão há algum tempo contribuiu para que o diretor Fernando Meirelles e a produtora de elenco Cecília Homem de Mello pensassem no ator para interpretar Dante.
Dante (Felipe Camargo) é o diretor da companhia

- O Felipe é um ator com o estofo necessário para um protagonista e, por não termos visto seu trabalho por tanto tempo, traz ainda um frescor que é uma delícia - disse Fernando Meirelles, idealizador da adaptação da minissérie para a televisão brasileira.

O ator ressalta que não ficou parado nos últimos tempos.
- Eu sempre trabalhei durante esses anos. Fiz cinema, teatro... Mas há anos que eu não tinha uma grande oportunidade. E eu acho que o Fernando tem toda razão quando ele fala em um frescor, porque, de uma certa forma, eu fiquei menos no vídeo do que nos meus primeiros anos na TV. E também me deu chance de trabalhar não só a mim mesmo como fazer muito teatro, trabalhar em cinema, fazer cursos. Eu pude me aprimorar. Acho que amadureci bastante como ator e como pessoa - conta, Felipe Camargo, em discurso afinado com Meirelles.

·
Eu acho que o Fernando Meirelles e o Dante têm uma maneira de dirigir semelhante. O jeito de ouvir, a delicadeza do falar, a certeza do que é bom. Mas o Dante é mais enrolado"
O personagem de Felipe é um ator dramático, angustiado e um tanto louco. Sua interpretação de Hamlet era tida como excepcional, mas um branco em cena e uma história de amor mal resolvida com Elen (Andréa Beltrão), colega de palco, fazem com que ele surte e fuja no meio da apresentação. Apesar do teor dramático, Felipe acha que Dante é um personagem muito mais ligado ao humor. - O Dante é mais cômico e a minissérie é uma comédia. Até o próprio drama dele a gente procurou deixar o mais leve possível. O Fernando Meirelles me pediu para nunca pesar nas tintas quando houvesse drama - conta Felipe. Sobre a cena em que ele tem um branco no palco, Felipe conta que foi o único momento em que se sentiu na pele de Dante. E que essa é com certeza a pior experiência pela qual um ator pode passar.

- Eu tive poucas cenas em que o Dante atua. Na que ele tem um branco, eu me senti no palco. O branco é das piores sensações que um ator pode experimentar. Nunca tive um em cena, mas já tive de emendar um texto ou pular uma parte. Parar totalmente, graças a Deus, não - comemora.
Na maior parte das cenas, Dante (Felipe Camargo) está dirigindo os outros atores. Depois dos anos afastado, ele retorna para assumir o lugar de Oliveira (Pedro Paulo Rangel) na direção artística da companhia e tenta dar um novo gás nas montagens de Shakespeare, que tem tido uma recepção bem morna do público. Seus métodos são visto como controversos pelos outros atores, que tem medo da sua loucura, mas Felipe Camargo acha que Dante é muito parecido com, veja só, o próprio diretor da minissérie, Fernando Meirelles. - Eu acho que o Fernando Meirelles e o Dante têm uma maneira de dirigir semelhante. O jeito de ouvir, a delicadeza do falar, a certeza do que é bom. Mas o Dante é mais enrolado nesse ponto. O Fernando é melhor. É o sonho de todo ator trabalhar com alguém assim - diz Felipe estusiasmado.

Hoje recebi uma orquídea de presente, de uma amiga, que mora a alguns anos em meu coração. Nós brigamos e ficamos três infindáveis dias sem nos falarmos.
Mandei a ela margaridas de presente com um bilhete, escrevi assim:
Quando uma canção é muito linda, é como tudo que é construído em base sólida, as pequenas ranhuras não podem estragar a música.
Denise
Eu amanheci cantando,
Essa alegria de viver feliz,
Tudo em mim quer me revelar;
Ausências vividas,
Carências contidas.
Amor que transborda
Vira poesia.
Mistura palavra e harmonia.
Colore e enche de brilho
Meu dia.
Denise Portes

Parabéns querida, você merece.


Maitê Proença comenta polêmica com sua peça 'As meninas' e livro de Lyga Fagundes Telles

RIO - A polêmica em torno da estreia de "As meninas", peça de Maitê Proença e Luiz Carlos Góes, ameaçou empanar a alegria que é pôr de pé um espetáculo de teatro. Isso porque outras "Meninas", essas as do memorável romance de Lyga Fagundes Telles, também ganharão o palco este ano, numa adaptação de Maria Adelaide Amaral, e Lygia não gostou da coincidência. "As meninas" de Maitê, portanto, são as primeiras a vir a público - e vieram com tudo, segundo Barbara Heliodora. Também nesta página, Maitê explica que tentou mudar o nome da peça, por deferência à grande escritora, mas que a burocracia a impediu. O que dizer? Quanto mais meninas, melhor.
'Fica brava, não, Lygia', por Maitê Proença
Lygia Fagundes Telles ficou muito brava comigo. Brava ao ponto de me chamar de ladra e afirmar que gostaria de subir ao palco de minha estreia teatral esta semana para fazer a acusação. Parece que desistiu, a noite correu suave, pungente, magnífica! Sobressaltos, só os incontáveis que emanavam do palco para o deleite da plateia.
Há cinco anos escrevi, junto com meu parceiro Luiz Carlos Góes, um esquete para uma primeira peça de minha autoria, a que demos o nome de "As meninas". A peça correu o Brasil, a Alemanha, Portugal. Foi um sucesso cujo ápice era a história de duas meninas falando sobre assuntos adultos no velório da mãe de uma delas. Crianças falam o que deve ser calado, e num contexto solene de tristeza, os diálogos resultavam cômicos:
- Queria que minha mãe morresse só um pouquinho pra eu ficar estranha assim como você.
- Posso dizer uma coisa, tia Consuelo? Eu pensei que morto ficasse abatido, mas você está quase bonita.
- Nós nascemos das barrigas de nossas mães, mas nossos irmãos vieram trazidos pela cegonha. Umas cegonhas pretas.
- Mamãe está tão séria!
- Também rir do quê? Ela está morta, Rubi. Morto não ri, fica assim, sonhando...

Resolvi então escrever uma peça inteira com um velório como os que vejo por aí, com os parentes pranteando o morto, e os amigos rindo pelos cantos, lembrando tudo que não deveriam, relaxando escondido para conseguirem, depois, voltar a sofrer.
Quis um velório em festa, e colocamos quatro gerações de mulheres, inclusive as mortas, todas se utilizando do mesmo caixão para voltar a viver um pouco. Ali não há limites entre a vida e a morte, quem deveria calar fala, e fala muito de tudo o que não poderia ser dito. As belas se autoelogiam sem modéstia, e as outras todas também, sem pudor. Não há pudores nesse velório. A história é triste mas é para rir. E, sim, há um homem em cena, que não se vê, mas que está mais presente do que todos os personagens.
Nada a ter, portanto, com o romance de Lygia Fagundes Telles chamado "As meninas". E tampouco com um romance anterior ao dela, o de Louise May Alcott, também denominado "As meninas" ("Little women"), ou com o célebre "As meninas" de Velázquez, ou, ainda, com os 67 desdobramentos cubistas elaborados por Pablo Picasso, lindamente expostos no Museu Picasso de Barcelona.
Será que Alcott, Velázquez e Picasso estão muito bravos com Lygia por lhes ter surrupiado o nome e usado em seu romance? Ou será que compreendem que este é de domínio público como seriam "O coqueiro", "A casa", "As crianças", lindos títulos para quem quiser usar?
Contra minha vontade, mas por não querer aborrecer Lygia, pelo respeito e amor que tenho por ela, tentei alterar o nome de minha peça. Enviei-lhe, por intermédio de nossa agente literária comum, os e-mails trocados para essa finalidade, com o MinC e com a empresa estatal que financia minhas "Meninas". Por ali ela pode constatar que tentei a alteração de todas as formas, e exaustivamente, só para lhe agradar. Não foi possível. No Brasil, o que parece simples pode ser muito complicado, e será, sempre que houver burocracia envolvida.
O que deveria ser bem mais simples é o entendimento entre pessoas de boa vontade que só desejam seguir com sua arte e oferecê-la ao público, este que está aí para acolher a todos os talentos.
Fica brava, não, Lygia. Te adoro!

Barbara Heliodora: em 'As meninas', brilho dos diálogos se destaca em peça atraente e original


As Meninas

Crítica de Barbara Heliodora
RIO - Está em cartaz no Teatro Laura Alvim o charmoso e agridoce texto de Maitê Proença e Luiz Carlos Góes "As meninas". Passado em um original velório, do qual a falecida participa intensamente, o texto é uma descoberta de como diferentes idades e diferentes posições na constituição de um pequeno grupo social reagem e se expressam diante de uma morte, além de tudo violenta.
A estrutura do texto é de modestas ambições, e a grande força do espetáculo vem da vivacidade do diálogo, que é particularmente brilhante na reconstituição - tanto em forma quanto em conteúdo - da primeira adolescência, cuja pitoresca reação aos fatos resulta encantadora. Esse, aliás, é o grande mérito do texto: uma visão crítica de como cada uma (são todas mulheres) expressa, com ligeiro e saudável exagero, o que acredita deva ser seu comportamento diante do acontecido. Só quando todas já disseram o que deviam ou não deviam ter dito, é que a morta pode partir para seu descanso definitivo; que todo o assunto seja tratado com tanto charme e graça é o que torna "As meninas" um acontecimento atraente e original. Que a graça com assunto tão "sério" jamais perca sua elegância e bom gosto é digno de todos os aplausos que na certa o espetáculo irá receber.
Direção de Amir Haddad aproveita elenco talentoso
A encenação é um invólucro mais do que satisfatório para o texto: o cenário de Cristina Novaes tem sua base em outro, o histórico feito por Gordon Craig para o "Hamlet" de Stanislavsky, porém com mais sucesso e propriedade do que este último alcançou. Os figurinos de Beth Filipecki são não só encantadores em si como expressivos do clima onírico da ação, a um tempo no auge da moda e totalmente atemporais, remetendo tudo para uma realidade imaginativa; e tudo é muito bem iluminado por Paulo César Medeiros, que também embarca na fantasia.
A direção de Amir Haddad capta bem o clima do texto, e aproveita as muitas possibilidades que lhe oferecia um elenco talentoso. O único senão é um uso exagerado de canções, que quebram a sequência da ação.
O elenco está exemplar: a morta, Vanessa Gerbelli, domina tudo com uma leveza e um encanto, unidos a um agudo senso de humor, mas isso não diminui o mérito das atuações de Sara Antunes e Patrícia Pinho, que estão ambas deliciosas como a filha da morta e sua melhor amiga, principalmente quando raciocinam para filosofar em bases inesperadas conclusões deliciosas. Analu Prestes está ótima nos exageros da mãe cuja preocupação é desempenhar seu papel em função do que poderão dizer os outros, enquanto Clarisse Derzié Luz se desdobra em vários personagens, principalmente na da falecida bisavó vidente. Um ótimo conjunto.
"As meninas" não tem só risos,e envolve a plateia em toda a sua gama de sentimentos. Assim sendo, é mais do que bem-vinda ao panorama teatral do Rio.


"As meninas" @ Casa de Cultura Laura Alvim. Texto: Maitê Proença e Luiz Carlos Góes. Direção: Amir Haddad. Com Vanessa Gerbelli, Analu Prestes e outros. Em meio a uma série de dúvidas e observações típicas da infância, duas meninas assistem ao velório da mãe de uma delas. Av. Vieira Souto 176, Ipanema - 2332-2015. Qui a sáb, às 21h. Dom, às 20h. R$ 40. Até 20 de setembro.


Caçador de Mim
Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

terça-feira, 7 de julho de 2009

No meu coração não cabem segredos
Aonde o amor transforma-se em medo.
Denise Portes
Onde Anda Você
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / Hermano Silva


E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer...

E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
A onde anda você?


só um trechinho.
"Viver é como andar de bicicleta.
Para manter o equilíbrio é preciso continuar em movimento."
Albert Einstein
Amigos
Amigos são diferentes.
Conheço vários tipos de gente,
Briguentos em paz
Malucos e normais.
Feia, bonita,
Uma porção de gente esquisita.
Macumbeiro, cristão
Brasileiro e até alemão.
Gente de olhos castanhos,
Outros de olhares estranhos.
Todos os nomes,
Luiz, Joaquim, Beto e Flavinho
Gente de todo lugar,
Pessoas que me ensinam a amar.
Recreio
Pra escutar certos pensamentos
Tem que parar por uns momentos
Até sentir que a cabeça flutua
A caminho do mundo da Lua


Silvana Tavano

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sou muito aquariana. No meu mapa tem nove planetas em aquário.
Uma sonhadora. Acredito e sonho muito alto. Sempre acreditei que outros tempos iriam chegar. Todas as coisas que eu fui determinada, eu alcancei resultados. Acredito em uma música que cantei desde a infância, que é assim:
“Quando eu quero, eu consigo,quando eu quero, eu consigo, basta querer.”
Foram poucas as pessoas que me impediram de sonhar. Essas saíram da minha vida.
Não vou enumerar vitórias, porque como toda guerreira, eu também tive derrotas.
Acredito em Deus e tenho uma fé danada.
Estou sempre à procura de algo novo. Meu grande defeito, sempre foi contar as pessoas, os meus projetos. A cada dia estou aprendendo mais a ficar calada.
Minha avó, que tem noventa e cinco anos, disse-me outro dia:
“Não conte seus projetos, quando você conta, ele perde a força.”


Trem das Cores - Caetano Veloso

A franja na encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam
Madruga
Reluz neblina
Crianças cor de romã
Entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo
Ficando
Pra trás da manhã
E a seda azul do papel
Que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul
Quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores
Sábios projetos:
Tocar na central
E o céu de um azul
Celeste celestial
O Poder da Criação Composição: João Nogueira e Paulo César Pinheiro
Não, ninguém faz samba só porque prefere Força nenhuma no mundo interfere Sobre o poder da criação Não, não precisa se estar nem feliz nem aflito Nem se refugiar em lugar mais bonito Em busca da inspiração Não, ela é uma luz que chega de repente Com a rapidez de uma estrela cadente E acende a mente e o coraçãoÉ, faz pensar Que existe uma força maior que nos guia Que está no ar Vem no meio da noite ou no claro do dia Chega a nos angustiar E o poeta se deixa levar por essa magia E um verso vem vindo e vem vindo uma melodia E o povo começa a cantar!

Ninguém é o que é por acaso.

domingo, 5 de julho de 2009

De qualquer lugar de Sultanahmet a Mesquita Azul domina a paisagem.

Vou contar para vocês a história da Mesquita Azul, uma linda e verdadeira história de um povo ligado, conectado com os ensinamentos superiores.

A Mesquita Azul.


OS minaretes da Mesquita Azul dominam sua aparência externa, emolduram suas cúpulas. Os minaretes são as torres de uma mesquita onde os muezin anunciam as cinco chamadas diárias à oração. Nos tempos do profeta Maomé as chamadas às orações eram feitas do ponto mais alto que houvesse próximo a uma mesquita.
Branca de Neve é coisa de menina.Antes de querer virar princesa as meninas querem ser Branca de Neve. Acima de tudo a mais linda da floresta.

Manoa, a mais linda Branca de Neve!

Quando eu assistia ao filme da Branca de Neve, adorava a parte que a bruxa chegava à casa dos anões e dizia: - Você está sozinha meu bem? Os homenzinhos não estão?
Aiiii que medo eu sentia.

Religião

Quem sabe sente que o poder está presente e aquele que não sente trate de sintonizar.
Hoje me lembrei muito de quando estive em Casablanca.
A qualquer hora do dia, você vê as pessoas rezando, ajoelhados no meio das ruas.
Fiquei muito encantada com a fé daquele povo.
Sou uma pessoa religiosa.
A palavra religião deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.
Sendo assim o hábito, geralmente por parte de grupos religiosos de taxarem tal ou qual grupo religioso rival de seita, não têm apoio na definição do termo. SEITA, derivado da palavra latina "Secta", nada mais é do que um segmento minoritário que se diferencia das crenças majoritárias, mas como tal também é religião.
De cada religião que conheci ,muitos foram os hinos e mantras que cantei.
Mas duas frases, desses muitos hinos me acompanham, são elas:

“Eu estou recebendo de Deus poderes por onde eu passar...”

“Viva a Deus lá nas alturas, vamos cantar com alegria para lhe glorificar. Estar atento para os ensinamentos porque Deus é quem nos guia para nos lhe alcançar.”

A Mesquita Azul

Sobre tapetes, virados para Meca.
Além de templo de oração para os muçulmanos, uma mesquita é talvez o símbolo máximo do islã.Nela, como em qualquer templo de oração de qualquer outra religião, seus seguidores oram e agradecem às bençãos e graças recebidas.
A palavra salat deriva de salla que significa "santificar". Salat é a oração. Assim, o segundo pilar consiste na santificação e glorificação de Deus através da prática da oração, que deve ser efetuada cinco vezes por dia em períodos definidos. Esses períodos não correspondem a horas, mas a etapas do curso do Sol.
A primeira oração deve ser realizada antes do sol nascer (fajr), a segunda ao meio-dia (zuhr), a terceira no momento médio entre o meio-dia e o pôr-do-sol (asr), a quarta ao pôr-do-sol (maghrib) e a última entre o pôr-do-sol
A oração pode ser efetuada individual ou coletivamente em qualquer local, desde que este esteja asseado. O fiel deve também ter o seu corpo e as suas roupas limpas. e a meia-noite (isha).

Os tons azuis dos azulejos de Izmir dão nome à mesquita

Suas inúmeras obras excederam em importância a arquitetura turca. Ele revolucionou a concepção estética do Islã. Esqueça o “azul”, ele é o que menos importa nessa belíssimo exemplo de arquitetura e ornamentação islâmicas otomanas em Istambul.


A Mesquita Azul.

A única mesquita da Turquia com seis minaretes
NÃO há limites para a admiração: ambas se completam. Mal sabem que uma seria menos se não fosse a outra. E o que, afinal, é tão azul na Mesquita Azul que não é azul?
A MESQUITA Azul foi uma resposta do Sultão Ahmet I - 1000 anos depois - ao Imperador Justiniano e sua Hagia Sophia. Considerada uma das mais bonitas mesquitas do mundo, é a única a ter 6 minaretes. De fora ela impressiona, mas você não tem idéia do que o espera ao conhecê-a por dentro. A luz natural entra pelas 260 janelas de suas 36 cúpulas. A luz natural ilumina os mais de 20 mil azulejos de Izmir que decoram suas colunas e arcos. Como a maioria das mesquitas, ela tinha sua própria Medersa (escola religiosa que ensinava o Corão).
Sofia, minha cadela. Esse cão é a cara dela.

Cães fofinhos também dão show no Agillity. Essa Bichon Frisé ficou em segundo lugar na categoria "animais de pequeno porte", neste domingo em Itu. Os condutores e entendidos no esporte esclarecem que não há raças específicas para a prática, qualquer cão pode se aventurar nas pistas de obstáculos (05/07/o9)

O grande fracasso do ídolo.

Michael Jackson
O único fracasso de Michael Jackson foi não ter aprendido a tempo, que a única maneira de ser jovem para sempre é morrer cedo.


Madonna prestou uma homenagem especial a Michael Jackson ao apresentar show da turnê "Sticky & Sweet" na noite deste sábado em Londres.
A pop star apresentou uma coreografia especial em homenagem a Michael, segundo a Associated Press. Primeiro, uma foto de Michael jovem foi mostrada no palco, enquanto Madonna cantava "Holiday". Depois entrou em cena um bailarino vestido e dançando como o Rei do Pop ao som de "Wanna be starting something".
Madonna disse, após o número: "Vamos aplaudir um dos maiores artistas que o mundo já conheceu". No final do show, Madonna e seus dançarinos surgiram no palco com luvas brancas na mão direita.
O show de Madonna aconteceu no Arena O2, mesmo local em que Michael faria a partir da próxima semana uma série de 50 shows.

Vivo em lua-de-mel

Tô Voltando
Chico Buarque


Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto
Eu to voltando...
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de cama
Eu to voltando...
Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu to voltando!
Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de flor
Que eu to voltando...
Pega uma praia, aproveita, ta calor, vai pegando uma cor
Que eu to voltando...
Faz um cabelo bonito pra eu notar que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar, pode se preparar porque eu to voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma camisola
Eu to voltando...
Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando...
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá lá lá ia, lá iá lá lá iá la ia,
Porque eu to voltando!!!!
O Que Será (A flor da Terra)
Composição: Chico Buarque & Milton Nascimento

O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas?
Que andam sussurrando em versos e trovas?
Que andam combinando no breu das tocas?
Que anda nas cabeças anda nas bocas?
Que andam acendendo velas nos becos?
Estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá!
O que não tem concerto nem nunca terá!
O que não tem tamanho...
O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está nas fantasias dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos...
Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá!
O que não tem censura nem nunca terá!
O que não faz sentido...
O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos irão repicar
Porque todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo padre eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar!
O que não tem governo nem nunca terá!
O que não tem vergonha nem nunca terá!
O que não tem juízo...
Acordei cedo e andei pelas ruas, ainda vazias, cantando Chico Buarque.Desculpa, hehe, a música "O Que Será" de Chico Buarque.
Paraty me lembra a Bahia, com todo seu colorido.
Para mim aqui é uma cidade cheia de recordações.
Logo que conheci meu marido, há vinte anos, viemos com um grupo de amigos incomum para Paraty e fomos acampar em Trindade. Tempo danado de bom!

sábado, 4 de julho de 2009

Local de encontro de leitores e autores, com vasto acervo de livros além dos vários lançamentos na FLIP.

"Escrever é muito chato", brincou Chico, em noite bem-humorada na Flip
PARATY – Só de entrar na Tenda dos Autores, já dava para perceber que algo estava diferente. A quantidade de fotógrafos na beira do palco, os cinegrafistas amontoados ao fundo e a ausência de qualquer lugar vago na plateia denunciavam: Chico Buarque estava para chegar. A maior estrela da sétima edição da Flip participou nesta sexta-feira (03) da última conferência do dia, “Sequências brasileiras”, e ao contrário do que se imaginava, a presença do astro não ofuscou nem um pouco seu companheiro de mesa, Milton Hatoum, apesar da constelação de flashes que pipocou entre as cadeiras quando o compositor adentrou o recinto. Mediados pelo professor Samuel Titan Jr., os dois protagonizaram um brilhante painel sobre suas últimas obras, publicadas neste ano.

"As Meninas."
Assistir a peça “As Meninas” de Maitê Proença e Luiz Carlos Góes.
Eu e Maitê temos vinte anos de amizade. Portanto, a história dessa menina, conheço há muitos anos. Maitê sempre me falou do desejo de escrever essa peça.
A peça é um poema de doçura e sensibilidade.
O texto tem palavras que parecem porcelanas,tamanha a delicadeza de cada frase.
Uma direção linda de Amir Haddad,cenário e figuro divinos e atores maravilhosos.
Sai do teatro, tomada de emoção.
Parabéns a todos. Parabéns a você Maitê,você merece.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Blog em obras.

Queridos, vou parar um tempo.
Estou indo para Paraty,na FLIP, depois para o festival de cinema em Paulínia.
Pintou um trabalho incrível, preciso me dedicar ao meu curso de roteiro e ao meu consultório.
Vou reciclar o blog, deixar ficar o que mais me toca.
Enfim, momento de balanço.
Tem muitos textos e muitas fotos legais ai,leiam e comentem.
Até breve.
Bjs.