quarta-feira, 10 de junho de 2009

A nossa história parece com a do Pinóquio.
É uma história de verdade, que pode ser de mentira.
Ou uma história de mentira, que pode ser de verdade?

Esse querido recebeu um elogio lindo do Jô, nessa madrugada.
O Jô citou os portugueses, que dizem que tem atores, que tem anjos. Selton tem.
Ele tem anjo e talento, muito talento!Trabalha muito e muito bem.
Lindo o que Selton disse:
"É preciso ir aos lados mais obscuros da vida, para saber que no fundo do poço tem mola. Só assim você volta mais forte".
Ganhei a madrugada querido.
Essa é minha homenagem a galera da praia de sempre.
Aquelas que dizem: "Só vou se for no Marquinho".
Maria e Rose, a irmandade.
A estrela e o sol!

A Barraca Azul.

Essa é minha homenagem a meus amigos de praia.
Miná, Paulo, Valéria e Leda.
Olha minha barraca azul ai gente.
Entrando para o Blog
Pedindo seu espaço
Eu passo na área e ela :
"Psiu, quero aparecer"
Ela vai ficar famosa
Doida para ir para praia.
Eu não disse que ela adora aparecer.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Quadro de Beatriz Milhazes.


Há muitos livros li um livro chamado Pentimento, de Lillian Hellman. A abertura tem esse texto que me marcou por toda a vida.

"À medida que o tempo passa a tinta velha em uma tela muitas vezes se torna transparente. Quando isso acontece, é possível ver, em alguns quadros, as linhas originais: através de um vestido de mulher surge uma árvore, uma criança dá lugar a um cachorro e um grande barco não está mais em mar aberto. Isso se chama PENTIMENTO,porque o pintor se arrependeu,mudou de idéia. Talvez se pudesse dizer que a antiga concepção, substituída por uma imagem ulterior, é uma forma de ver, e ver de novo, mais tarde. Essa é a minha única intenção a respeito das pessoas neste livro. A tinta ficou velha, e quis ver como me pareciam antigamente, e como me parecem agora".


Uma vez fiz um curso de odontologia com um professor incrível, no final do curso, ele contou essa historinha. Passei a amar sapos.


Moravam na beira de um brejo cem sapos. Eles resolveram promover uma grande competição. Existia uma montanha enorme na frente do brejo e eles fariam uma corrida.
Quem alcançasse o topo da montanha seria o grande vencedor.
A regra era a seguinte: Quando algum companheiro caísse da montanha e fosse desclassificado, ele teria que se juntar aos perdedores e gritar para os que permaneciam na competição: “Você não vai conseguir você não vai conseguir”.
Foi dada a largada. Logo caíram sessenta sapos, a montanha era muito alta.
Juntos eles gritavam para os “amigos”: Você não vai conseguir você não vai conseguir.
Caíram mais trinta e cinco, restando apenas s cinco na competição.
Felicíssimos os noventa e cinco gritavam em algazarra: “Você não vai conseguir você não vai conseguir”.
Finalmente noventa e nove estavam no pé da montanha, enquanto um lutava bravamente para chegar ao topo. Fez um silêncio absurdo. Oh, não!
De repente, juntos e bem altos, todos os noventa e nove sapos gritavam:
“Você não vai conseguir você não vai conseguir”.
Surpresa!Um conseguiu. Eles chamaram jornais, imprensa. Será possível? Como?
E o sapinho vencedor sorria de alegria. Foram entrevista-lo.
Ele era surdo e mudo.
"Aprendi com a dor nada mais é o amor.
Que o encontro das águas"
As pessoas nos dizem quem elas são em poucos encontros.
Nós é que não prestamos atenção, talvéz porque não olhamos nem escutamos, estamos mais preocupados em falar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sempre que olho para essa foto, penso que Fernando Pessoa, estava correndo para escrever um poema. Ele não tinha caneta na hora e não podia perder a ideia.Olha o papel na mão dele. Cadê a caneta?Será?

Fernando Pessoa dizia:
“Não tenho ambições nem desejos. Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sozinho”.
Pois com a existência do Blog, ser poeta expande o coração.Nos deixa acompanhado.
Descobrimos que existem tantos corações sensíveis, tanta gente do nosso planeta.
Tanto a ser dito e repetido.
Os corações dos poetas!
Por isso falo das músicas, de poetas que escreveram lindamente o que me pego cantando, repetidamente.
Do nada, lá vem àquela canção que minha mãe cantava, na máquina de costura, ou que eu cantava, para o meu primeiro namorado.
A música que eu cantava para o meu primeiro namorado é de dilacerar o coração hahahaha.
Sempre fui cafona, apaixonada e de coração mole.
O que me deixa mais feliz é estar constantemente apaixonada.
Apaixonada pela vida.

Claúdia Magno,minha amiga do coração.

"É preciso amar as pessoas como se
Não houvesse amanhã.
Porque se você parar para pensar,
Na verdade não há".

Renato Russo


Eita,que já começou a semana e é preciso ficar animada.

Posso pensar que hoje é quarta.
Adoro quarta feira!


Será que conto para todos?

Hummmm! Segunda de manhã...

Eu odeio segunda-feira!

Eu tenho algo de semelhante com um dos gatos mais famosos do mundo e, com certeza, o com mais personalidade, o Garfield!
Dia 19 de junho de 2009, este simpático gato laranja vai completar 31 anos!
A primeira publicação das histórias do Garfield e do seu dono e escravo Jon Arbuckle foi publicada em 1978 pelo cartunista Jim Davis, sendo publicado ao longo dessas quase três décadas em em 2570 jornais em todo mundo, só perdendo para o Peanuts (Snoopy, aqui no Brasil), além de ter sido digitalizado em dois filmes nos últimos anos.
Sou uma grande fã de histórias em quadrinhos.
Minha homenagem ao gato.
Que o Garfield ganhe muitos presentes no dia do seu aniversário!

domingo, 7 de junho de 2009

"Você Passa Eu Acho Graça"
Clara Nunes
Composição: Carlos Imperial/Ataulfo Alves

Quis você pra meu amor

E você não entendeu
Quis fazer você a flor
De um jardim somente meu
Quis lhe dar toda ternura
Que havia dentro de mim
Você foi a criaturaque me fez tão triste assim
Ah, e agora, você passa,eu acho graça
Nessa vida tudo passa
E você também passou
Entre as flores, você era a mais bela
Minha rosa amarela
Que desfolhou, perdeu a cor
Tanta volta o mundo dá
Nesse mundo eu já rodei
Voltei ao mesmo lugar
Onde um dia eu encontrei
Minha musa, minha lira,minha doce inspiração
Seu amor foi a mentira
Que quebrou meu violão
Ah, e agora, você passa,eu acho graça
Nessa vida tudo passa
E você também passou
Entre as flores, você era a mais bela
Minha rosa amarela
Que desfolhou, perdeu a cor
Seu jogo é carta marcada
Me enganei, nem sei porquê
Sem saber que eu era nada
Fiz meu tudo de você
Pra você fui aventura
Você foi minha ilusão
Nosso amor foi uma jura
Que morreu sem oração
Ah, e agora, você passa,eu acho graça
Nessa vida tudo passa
E você também passou
Entre as flores, você era a mais bela
Minha rosa amarela
Que desfolhou, perdeu a cor .



Adicionar imagem
Depois de anos revi o filme “E o vento levou”.
Narra à complicada vida de Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), seus amores e desilusões em um período que tem a Guerra Civil Americana como pano de fundo. Clark Gable é Rett Butler, um vivido aventureiro que passa pela vida de Scartlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos já clássicos e cenas inesquecíveis de amor. Praticamente o inventor das telenovelas, devido aos conflitos constantes de emoções manifestadas e o romance como tema – não necessariamente por uma outra pessoa, e sim por uma causa, lugar ou qualquer outra coisa que se refira sentimentalmente ao personagem.
O que me tocou ao revê-lo foi perceber que não precisamos ver os personagens, fazendo amor. Vemos o amor em um texto muito bem elaborado.
Onde a sedução dos personagens é ainda mais tocante.

sábado, 6 de junho de 2009

O Poder da Criação
Composição: João Nogueira e Paulo César Pinheiro

Não, ninguém faz samba só porque prefere
Força nenhuma no mundo interfere
Sobre o poder da criação
Não, não precisa se estar nem feliz nem aflito
Nem se refugiar em lugar mais bonito
Em busca da inspiração
Não, ela é uma luz que chega de repente
Com a rapidez de uma estrela cadente
E acende a mente e o coração
É, faz pensar
Que existe uma força maior que nos guia
Que está no ar
Vem no meio da noite ou no claro do dia
Chega a nos angustiar
E o poeta se deixa levar por essa magia
E um verso vem vindo e vem vindo uma melodia
E o povo começa a cantar!


"Olhos nos olhos quero ver o que você faz

Ao sentir que sem você

Eu passo bem demais".
Retina

Consuelo de Paula
Composição: Rubens Nogueira e Consuelo de Paula

Olhos de dezembro, olhos finais
Olhos de cansaço, olhos da paz
São teus sinais, olhos teus, claros demais
Por eles vou recomeçar
Olhos enfeitados, olhos natais
Olhos de presentes, olhos fatais
São como os meus, olhos teus, são meus sinais
Vão me levar até o cais
Olhos do oriente, olhos judeus
Olhos palestinos, índios, ateus
Luz do olhar de qualquer lugar
São teus sinais, são olhos meus
Olhos do ocidente, olhos cristãos
Olhos africanos, latinos, irmãos
Olhos negros, americanos
Vão ancorar no mesmo cais
Olho amarelado, verde, azul
Vermelho, molhado, olho do sul
A minha alma, meu amor e a minha voz
São olhos meus, são teus sinais
Olho adocicado feito de mel
Olho encharcado sob o véu
A mesma dor, mesmo mar, olhos iguais
Um olho só, um grande cais
Olhar para o mundo com os olhos verdes de esperança.

"Pode soltar a minha mão que eu ando é do meu jeito mesmo"!
“O sentimento errado é uma capa de veludo vinho”.
Luiz Carlos Góes
Perceber os sinais é estar conectado com os anjos.
São eles que olham por nós.
“Senhor, Tu estás dentro e ao redor de mim. Estou na fortaleza de Tua presença. Tenho lutado na vida, cercado por muitos tipos de inimigos mortais. Agora percebo que, na verdade, eles não são agentes de destruição; Tu me puseste na terra para testar o meu poder. Estou passando pelas provas apenas para testar a mim mesmo. Estou decidido a lutar contra os males que me rodeiam; vou vencê-los com a onipotência de Tua presença. E quando tiver passado pela aventura da vida, direi: “Senhor, foi difícil ser corajoso e lutar; mas, quanto maior foi o meu terror, maior ainda foi à força dentro de mim, dada por Ti, com a qual venci e percebi que sou feito à Tua imagem. Tu és o Rei do universo e eu sou Teu filho, um príncipe do universo. De que terei medo?”
Yogananda
Nós só deveríamos nos orientar pela razão, obedecer pela consciência, lutar pelas idéias e conquistar as pessoas pelo coração.
Yoco Ono
Você sabe o que é ter um amor?

Os livros, os poetas, os profetas, o mundo.
Todos falam de amor.
Amor com todos os sabores, odores e ligações.
Mas há de se reconhecer o amor.
Nos olhos de quem se ama.
Há de querer esse amor,
Mesmo que ele não seja do tamanho do seu.
Senti-lo na alma, nem sempre com calma
Pois amar às vezes incomoda.
Porém, uma vez reconhecido ele espalha pelo seus poros.
Torna-se impossível viver sem ele.
Neste momento, você percebe o encontro de almas.
A imensidão desse sentimento, assim como o oceano,
Recolhe-te em um suspiro profundo,
Só você é capaz de entender.
Que amar, amar de verdade
É o único sentimento,
Que nos faz entender o que viemos fazer aqui.


A correria
O problema da correria da vida
É que você vai seguindo.
Vai acordando, vai dormindo,
Vai correndo, vai escolhendo,
Vai acertando, vai errando,
Vai subindo o morro.
Correndo, depressa.
Sem respirar.
Não para,
Não dá tempo,
Não olha.
Não vê o que tem pra ver.
A paisagem!
Vício da Paixão

O não vivido, o avesso, o caminho do coração feito pela contramão.
Assim é o vicío da paixão.
Sutil delicadeza, asa de borboleta
É o amor que depositei por aí.
Tantos anos eu inventei amores.
Enfeitei cada um deles, com minhas poesias.
Telefonemas de bom dia, flores.
Noite de lua, perfumes e anéis.
Alguns amores perderam na estrada,
Outros são amigos.
A cada um dediquei uma canção
As lágrimas eram minhas,
Também os beijos, os desejos as transparências.
As ausências.
Fui eu que me perdi, por demorar a entender,
Que era meu esse vazio
Que eu não conseguia preencher.

Adoro borboletas!

Suspiro

Ah! Se eu tivesse um amante.
Eu poderia dizer:
Amanhã eu não posso!
Mas como eu não tenho um amante,
Amanhã eu posso


Será?

Será que esse encontro quer mostrar
Que o amor não tem barreiras?
Que é tudo uma besteira,
Acreditar que não vamos mais amar?

Será que vai passar?
Acontecer?
Transformar?
Será que você sente
A importância do que eu sinto.

Será que eu te inventei sozinha?
Ou será que você já é minha?
Ou que é brincadeirinha
Para eu me alegrar?
SEMELHANÇA

Tem uma ilha que está só,
Na frente da minha janela.
Tem um mar que abraça,
Envolve, embeleza a ilha.


Tem uma harmonia;
Do céu, com o mar,
Do sol com a ilha,
Da luz com as águas,

Das águas comigo.
Do mar comigo,
Do céu, do sol, da ilha,
Comigo.
Da luz, comigo.

Maiakowsky

Na primeira noite eles se aproximam
E colhem uma flor do nosso jardim
E não dizemos nada.
Na segunda noite já não se escondem:
Pisam as flores, matam nosso cão,
E não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dizemos nada,
Já não podemos dizer nada.
Gamei

Podemos gamar por mulheres,
Ou só podemos sentir isso por homens?
A gente gama pelos pensamentos, pela cabeça,
Pelo desejo de ficar perto, de compartilhar?
É desse jeito que eu gamo, pela energia,
Que me toma desprevenida da falta do outro.
Pelo desejo de abraçar sem ser julgada,
De poder falar o que sinto.
Tenho tantos amigos!
Talvez eu precisasse parar de gamar.
Mas eu não consigo viver,
Sem essa energia,
De estar constantemente,
Gamada.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

“A arte é a contemplação; é o prazer do espírito que penetra a natureza e descobre que a natureza também tem alma”.
“O mundo não será feliz a não ser quando todos os homens tiverem alma de artista, isto é, quando todos tirarem prazer do seu trabalho”.

"Escândalo"

Em primeira mão, um trecho da peça “Escândalo”.
Um texto de Luiz Carlos Góes, Denise Portes e Joaquim Vicente.
O ator e diretor Jorge Fernando estréia em agosto no Rio de Janeiro.


O Escândalo de Viver


O que a gente não inventa, não existe. A magia está em toda parte! Ame mais, e você será mais; ame menos, e você será menos. Nada de ficar querendo consertar o outro, se você nem sabe verdadeiramente como ele é. Conserte você primeiro.
Chegamos à vida com a certeza da morte. Escrevemos nossa história. Tentamos resgatar a bondade, combater o mal no nosso interior. O estudo interior é fino e sutil. Para entrar no reino sagrado é preciso recuperar o sagrado em nossas vidas. Fazemos isso descartando o egoísmo, abrindo espaço para o amor. Onde está o mapa para localizarmos o nosso próprio destino? Deus nos manda sinais.
O divino sussurra nos nossos ouvidos. O amor no coração nos guia. Uma única palavra pode nos dar coragem ou transformar nosso prazer no nosso pior pesadelo. De onde viemos? Aonde vamos depois de morrer? De onde vem o mal? Quando nasce o amor no coração dos homens? As pessoas perguntam isso desde a era paleolítica em rodas ao redor do fogo.
Essa ânsia das culturas de criarem histórias místicas. Todos fazem indagações. De crianças a adultos. Histórias místicas falam de heróis que estão emperrados. Para se soltarem eles precisam dar um passo diferente na vida. Através da história da maioria dos mitos literários, você crê no poder humano de se transformar. Essa é a questão do heroísmo. Os heróis são educados. Chique é ser fino. Chique é ser simples.
Abracadabra me recupere. Abracadabra me dê humildade, alegria e humor. Consagre-me com o divino. Abracadabra, não me deixe passar por este mundo sem melhorar. O poder supremo pode ser invocado por meio da fé contínua e da prece incessante.
Você precisa de olhos felizes para ver Deus. Criatividade é ser possuído por Deus. Vida escandalosamente boa e prazerosa. Escândalo é a oportunidade de estar aqui.
Você é um escândalo.

Mágoas- Augusto dos Anjos


Mágoas

Quando nasci, num mês de tantas flores,
Todas murcharam tristes, langorosas,
Tristes fanaram reducentes rosas,
Morreram todas, todas sem olores.
Mais tarde da existência nos verdores
Da infância nunca tive as venturosas
Alegrias que passam bonançosas,
Oh! Minha infância nunca teve flores!
Volvendo à quadra azul da mocidade,
Minh'alma levo aflita à Eternidade,
Quando a morte matar meus dissabores.
Cansado de chorar pelas estradas,
Exausto de pisar mágoas pisadas,
Hoje eu carrego a cruz das minhas dores!

Augusto dos Anjos
“O espírito esboça, mas é o coração que modela.”
Linda, essa minha comadre!

Vida, minha vida.

Eu estou toda embrulhada de sentimentos e pensamentos. Momento de reflexão e descobertas. Preciso de tempo só para pensar em mim, nas minhas escolhas.
Como se eu precisasse organizar minha cabeça e meu coração. Meus amigos estão me cobrando telefonemas, chopes, saídas, encontros.
Fechei pra balanço, nem estou deprimida,ao contrário, estou feliz da vida.
Abriram cortinas e acenderam holofotes, estão todos em mim.
Conheço a luz do outro, a vontade do outro, o caminho do outro.
Agora a luz, à vontade e o caminho que enxergo é o meu.
Tenho descoberto livros, pessoas, vida, filmes, está tudo tão diferente e mágico, que tenho gostado muito dessa nova fase.
É só fase. Tempo de descobrir.

Elas são chiques assim!

Mangá


O mangá ou manga (漫画, Manga?) é a palavra usada para designar as histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês. No Japão designa quaisquer histórias em quadrinhos.
Vários mangás dão origem a animes para exibição na televisão, em vídeo ou em cinemas, mas também há o processo inverso em que os animes tornam-se uma edição impressa de história em sequência ou de ilustrações.
Estou apaixonada pelo Blog, pareço ter 15 anos! Adoro postar poesias, engavetadas de tantos anos e Bibi me ensinou a postar fotos. Ah, meus mangás! Luiz Carlos e Joaquim Vicente que me contaram a minha semelhança com eles. Eles me enxergam mangá. Eu passei a me olhar e me perguntar diariamente: serei eu um mangá?





Tão longe dos meus olhos, tão perto do meu coração!

Desatenção

Esqueci...
Talvez na cadeira da cozinha.
Embaixo do chuveiro
Ou no mármore gelo da pia do banheiro?
Talvez no sofá da sala...
Ah sim!Foi debaixo do edredom azul.
Foi lá que ficou em um minuto
De distração
Um pedaço do meu coração!
Manda pra mim...

quinta-feira, 4 de junho de 2009


O Mundo é Um Moinho

Cartola


Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar
Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões à pó
Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
Diamante Verdadeiro

Caetano Veloso



Nesse universo todo de brilhos e bolhas
Muitos beijinhos, muitas rolhas
Disparadas nos pescoços das Chandon
Não cabe um terço de meu berço de menino
Você se chama grã-fino e eu afino
Tanto quanto desafino do seu tom
Pois francamente meu amor
Meu ambiente é o que se instaura de repente
Onde quer que chegue, só por eu chegar
Como pessoa soberana nesse mundo
Eu vou fundo na existência
E para nossa convivência
Você também tem que saber se inventar
Pois todo toque do que você faz e diz
Só faz fazer de Nova Iorque algo assim como Paris
Enquanto eu invento e desinvento moda

Minha roupa, minha roda
Brinco entre o que deve e o que não deve ser
E pulo sobre as bolhas da champanhe que você bebe
E bailo pelo alto de sua montanha de neve
Eu sou primeiro, eu sou mais leve, eu sou mais eu
Do mesmo modo como é verdadeiro
O diamante que você me deu.
Denise Flag
Ao acordar essa manhã escovei os dentes e abri a janela.
Ai eu fui tomar café e engoli um vaga-lume que ficou brilhando debaixo do meu rim esquerdo.
Sentei no sofá cama que eu tenho guardado para ocasiões importantes.
Ai, eu me lembrei de um chiclete, que estava guardado no congelador, desde a última vez que a gente fumou!

Renato

Início de voo


Início de voo

Flávia Ramalho



Nenhuma cor poderia servir ao seu início de voo
Nem a coragem do medo, nem o que te faz em busca
Nada é o bastante que se queira eterno
É preciso fazer-se livre
Porque o não vivido é o avesso de si mesmo
O caminho do coração feito pela contramão.

A tua morada que te situa, mas não te define.
Que te espera, mas não te faz chegada.
Que te mantém atenta aos delírios.
Que é tudo isso, e também tudo aquilo.
Entre o infinito do que não não se sabe e você.
A pessoa a que se diz
O início de voo.