Quando você elimina o impossível, o
que restar, não importa o quão improvável, deve ser a verdade.
terça-feira, 13 de novembro de 2018
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
domingo, 11 de novembro de 2018
Dica
“As pessoas não lembram o que você fala, mas elas
nunca se esquecem de como você fez elas se sentirem”.
sábado, 10 de novembro de 2018
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
terça-feira, 6 de novembro de 2018
segunda-feira, 5 de novembro de 2018
sábado, 3 de novembro de 2018
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
terça-feira, 30 de outubro de 2018
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
domingo, 28 de outubro de 2018
sábado, 27 de outubro de 2018
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
terça-feira, 23 de outubro de 2018
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
domingo, 21 de outubro de 2018
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
MARIELLE FRANCO - PRESENTE
Foto
Marcelo Sayo.
Emocionada com o protesto e a placa em
homenagem a Marielle Franco dia 14 de Outubro de 2018 na Cinelândia.
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Quanto tempo falta.
Quanto
tempo falta pra gente se ver hoje
Quanto tempo falta pra gente se ver logo
Quanto tempo falta pra gente se ver todo dia
Quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre
Quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não
Quanto tempo falta pra gente se ver às vezes
Quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais
Quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu
Quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer
Quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.
Quanto tempo falta pra gente se ver todo dia
Quanto tempo falta pra gente se ver pra sempre
Quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não
Quanto tempo falta pra gente se ver às vezes
Quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais
Quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu
Quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer
Quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Eleição 2018
Que essa eleição nos ensine a escolher os nossos
governantes, nunca vi o país tão partido, tão repartido e tão empenhado em
defender os direitos humanos. Que o Universo nos ajude a termos um governante
neste mundo desgovernado.
Denise Portes
Amém.
Eu não tenho ideia de quantas vezes serão necessárias eu
me perder e achar que não vou mais me encontrar. O fato é que quando os
tsunamis internos passam, a reconstrução me torna um ser muito melhor. Depois
de tantas turbulências eu aprendi a agradecer.
Denise Portes
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
sábado, 13 de outubro de 2018
Estou certa disso.
Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e os amigos, que
são os nossos chatos prediletos.
Mario Quintana
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Texto Irene Niskier
Tios Max e Jean-Paul, preciso dizer que falhamos.
Intuitivamente, diria que "Nunca
esquecer" é a expressão mais repetida por judeus de todas as filiações
religiosas desde o Holocausto. Hoje, no Brasil, nossa pequena comunidade falhou
porque esquecemos.
Tios, repetimos o conto do seu fim: vocês foram aqueles que não voltaram de Auschwitz quando de seus 12 e 10 anos de idade. Mas esquecemos o caminho que a Europa percorreu para que de crianças se fizesse pó. A História do Holocausto não é a estória das câmaras de gás. É a História da construção da legitimidade do uso da violência contra aqueles considerados menos dignos do reconhecimento como pares humanos. Peço que perdoem o academicismo, é a linguagem que aprendi nos livros para organizar a desordem do mundo na mente e no peito. É como dou sentido a dor de minha avó, sua irmã, sobrevivente do horror que esquecemos. O número sabemos de cor: foram 6 milhões de judeus mortos, 1 milhão destes eram crianças. Gente que virou pó que virou número.
Antes da morte, contudo, houve a fome, o trabalho forçado, a fuga para quem pode. Antes ainda, a estrela amarela, o gueto, o desemprego. Antes, o estigma, o humor depreciativo, as teorias da conspiração. A História não acontece em saltos, tios, vocês sabem.
Tios, repetimos o conto do seu fim: vocês foram aqueles que não voltaram de Auschwitz quando de seus 12 e 10 anos de idade. Mas esquecemos o caminho que a Europa percorreu para que de crianças se fizesse pó. A História do Holocausto não é a estória das câmaras de gás. É a História da construção da legitimidade do uso da violência contra aqueles considerados menos dignos do reconhecimento como pares humanos. Peço que perdoem o academicismo, é a linguagem que aprendi nos livros para organizar a desordem do mundo na mente e no peito. É como dou sentido a dor de minha avó, sua irmã, sobrevivente do horror que esquecemos. O número sabemos de cor: foram 6 milhões de judeus mortos, 1 milhão destes eram crianças. Gente que virou pó que virou número.
Antes da morte, contudo, houve a fome, o trabalho forçado, a fuga para quem pode. Antes ainda, a estrela amarela, o gueto, o desemprego. Antes, o estigma, o humor depreciativo, as teorias da conspiração. A História não acontece em saltos, tios, vocês sabem.
Aqui no Brasil de 2018, não sei
se esquecemos ou se nunca soubemos. Não gosto de exercícios premonitórios,
desconheço nosso futuro, mas quando identifico os sinais, entendo os riscos. Eu
não os aceito, os riscos, os gigantes riscos. O povo alemão em 1932 não
entendeu e hoje amarga a memória de seu passado. Tivessem entendido, eu não
conversaria com a tela em branco. Seus filhos e netos seriam meus
interlocutores
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Saramago
“É preciso ver o que não foi visto, ver
outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia
o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía ver a seara
verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não
estava.”
José Saramago
José Saramago
quarta-feira, 10 de outubro de 2018
terça-feira, 9 de outubro de 2018
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
domingo, 7 de outubro de 2018
sábado, 6 de outubro de 2018
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
terça-feira, 2 de outubro de 2018
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
terça-feira, 25 de setembro de 2018
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
sábado, 22 de setembro de 2018
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
terça-feira, 18 de setembro de 2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Voando...
Não adianta mais tentar cortar minhas asas, nem querer
me fazer acreditar que sou um ser menor, agora eu aprendi a confiar em mim.
Pode soltar meu anjo que eu já sei quem sou.
Denise Portes
domingo, 16 de setembro de 2018
sábado, 15 de setembro de 2018
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
terça-feira, 11 de setembro de 2018
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
domingo, 9 de setembro de 2018
sábado, 8 de setembro de 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Sobre as palavras...
Sempre gostei de palavras que me bagunçam,
guardo em meu coração o som das letras quando a minha mãe me dizia: te amo
desde sempre e pra sempre.
Denise Portes
Denise Portes
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
domingo, 2 de setembro de 2018
Rio ´pra não chorar...
Arrastões, assaltos, hospitais públicos sem médicos
nem medicamentos, escolas fechadas, criança uniformizadas vítima de bala
perdida, policiais mortos. Marielle Franco, vereadora do PSOL e o motorista
Anderson Pedro Gomes, ambos mortos numa emboscada e não acham os assassinos.
Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, preso. O museu Nacional da
Quinta da Boa Vista em chamas... A situação do Rio levou a procuradora-geral da
República, Raquel Dogde, a dizer que o estado vive um clima de terra sem lei.
Que país é esse? Que estado é esse?
Denise Portes
sábado, 1 de setembro de 2018
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
terça-feira, 28 de agosto de 2018
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
domingo, 26 de agosto de 2018
sábado, 25 de agosto de 2018
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
terça-feira, 21 de agosto de 2018
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
Filha.
Eu abro a porta do quarto dela e me
enxergo em todos os cantos e em um tempo onde as entregas eram ainda maiores,
que bom que a vida se renova. Orgulho de ser sua mãe.
Denise Portes
domingo, 19 de agosto de 2018
sábado, 18 de agosto de 2018
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
terça-feira, 14 de agosto de 2018
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
domingo, 12 de agosto de 2018
sábado, 11 de agosto de 2018
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
terça-feira, 7 de agosto de 2018
domingo, 5 de agosto de 2018
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
O apanhador de desperdícios - Manoel de Barros
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Aniversário Adson, meu irmão.
O único companheiro que temos em casa dividindo todo o
aprendizado de uma educação é ou são nossos irmãos. É o irmão que está ali
vivendo e aprendendo com o mesmo pai, mãe e que conhece as estranhezas e
lindezas da família. Há quem tem problemas com irmãos, no meu caso dei sorte,
dividi a minha infância, juventude e a maturidade com meu irmão. Somos
completamente diferentes de personalidade e de escolhas na vida, porém nossos
corações são unidos em um lugar muito parecido. Quando foi necessário unir
forças para estar ao lado de nossos pais, no fim da vida deles, estivemos unidos
e depois o amor que se construiu durante a vida, resplandece em nossa
maturidade. Muito feliz de ter você ao meu lado. Feliz aniversário meu irmão, que
a vida te trate bem sempre, amo você.
Denise Portes
terça-feira, 31 de julho de 2018
Saindo de casa em 1977.
Com quinze anos eu achava que era o meio do caminho,
quanta adolescência, pureza e confusão de pensamentos! Entre as montanhas da
minha cidade mineira o horizonte era o céu que de tão perto da terra me fazia
sonhar com outros lugares. O Rio de Janeiro era longe e enorme para o tamanho
dos meus sonhos, mas eu acreditava no que sonhava. Pai e mãe nem sabiam de
tantos desejos, eu era uma menina criada no interior entre as flores, pureza,
fazenda, animais, bicicleta, vários amigos, o céu estava sempre em festa e não
poderia existir infância mais bonita. Nenhum problema só amor de família e
amigos. Os namorados mais lindos, o cinema pequeno com sua tela enorme, a
televisão, preto e branco com papéis coloridos na frente. Os livros, o desejo
de ser dentista e a alma de poeta foi rasgando meus caminhos até que a chegada
de um irmão mais novo transformou as atenções da minha mãe extremamente amorosa
e ansiosa que não percebeu que a adolescência mudou meu olhar para aquele lugar
que eu ocupava. Sozinha em minhas transformações, tudo mudava cotidianamente
dentro e fora de mim, comecei a pensar um jeito de colocar a mochila nas costas
e seguir para o Rio de Janeiro. Não me deixaram ir, meu pai que morou três anos
no Rio achava impossível que as minhas asas voassem para tão distante e o
máximo que consegui foi Juiz de Fora em uma república onde morava uma prima
ajuizada, Katita. E assim foi feito, lá estava eu numa cidade média, perdida,
sem amigos, sem pais ou irmãos e nem pensava que era corajosa, eu só me joguei
e daí pra frente à vida foi escrita por minhas escolhas e a ajuda de um anjo da
guarda que nunca me abandonou.
A culpa de estar distante da família e crescer tão
longe dos meus pais só bateu a minha porta muitos anos depois. A admiração pela
coragem que tive também demorou a chegar, não existia medo, apenas
determinação. Ainda tive que viver um ano em Niterói para chegar à cidade, que
naquela época sim era maravilhosa. Fiz por todos esses anos uma rede de amigos
e posso dizer que tenho sorte, encontrei muitas pessoas boas pelo caminho.
A minha cidade pequena cresceu e não tem mais a
ternura e o glamour de uma cidade do interior e o enorme relógio da praça
parece que diminuiu, não existe mais o cinema, nem o Pilão, o importante
restaurante da época. Os amigos que fiz por lá, eu reencontrei muitos queridos
nas redes sócias. Alguns amigos amados morreram, outros parecem que o tempo não
passou. Como é linda e cruel a vida. A igreja, o clube, a casa dos meus pais e
nem mesmo os meus pais estão mais lá, mas um pedaço do meu coração se eternizou
ali é como um reflexo condicionado. Todas as vezes que eu corto as montanhas da
minha antiga cidade e o céu vai se aproximando da terra todos os melhores
sentimentos crescem dentro de mim.
Denise Portes
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