Eu peço e agradeço.Acredito que tem em uma força maior que nos guia.
Não discuto religião nem crenças, fico ligada nos sinais.
A proteção é constante e não há como eu negar.
Denise Portes
Delírio das mentes dos poetas, dos profetas, dos vaga- lumes que brilham misteriosos dentro das nossas mentes, carentes de afeto e de entendimento. O delírio das bruxas, que voam alto no céu, enfeitando a lua. Das bruxas de coração e vassouras rápidas. Esses seres que deliram no som da madrugada, pelas teias da sensibilidade.
O meu dia começou atrasado, queimou a luz da cozinha, pane no laptop, aquela história que vai embolando, quando você se dá conta, já está surtada. Busquei me concentrar ao máximo pra não me deixar levar. Eu ouvi de uma amiga uma frase assim: “Não reclama que piora”, faço maior força pra me acalmar. O ser humano veio ao mundo pra ter uma vida bem mais tranquila.
Somos cada vez mais guiados pela força da natureza. Depois de tantos dias de calor, a queda da temperatura e o cinza que tomou conta do céu, acabaram por tomar conta de mim. Como se alguma coisa desacelerasse por dentro.Ouço uma voz que me diz:
Ela abriu a porta da sua casa, quando me convidou pra jantar,
Nós, os escritores, somos viajantes solitários!
Na casa dele tinha um copo com pequenas margaridas na mesa de cabeceira e do outro lado água e um bloco de papel.
Era uma angústia, tipo “um grito parado no ar.”
No meu mundo interno nem sempre eu navego por águas tranquilas.
Certa vez, viajei com uma amiga para o Marrocos. Lá as pessoas são apresentadas, uma as outras, fazendo um gesto de apertar as mãos e em seguida colocando a mão direita no coração, terminando o gesto oferecendo o coração ao desconhecido.
"Isso tudo nunca foi pra mim, nunca funcionou, é sempre eu que caio, de amores, ilusões, dores e no final de tudo eu fico aqui, esperando esse trem, pra me levar para a proxima estação, onde eu possa finalmente criar uma nova ficção na minha cabeça, uma nova atração para os meus olhos, uma nova paixão pro coração, e quem sabe, um final pra este roteiro."Felicidade é feito de pedacinhos de alegria. Esse sentimento que muda o foco de tudo, que da outro tom pra vida. Que faz com que a gente ache que tudo vale a pena.
Denise Portes
Quem acreditou
Ela colocou na minha mala um punhado de esperança e mandou que eu apostasse na alegria e nos meus sonhos. Avisou um monte de coisas, mas grifou o essencial.
Toda vez é a mesma coisa, preciso olhar pro coração em minhas mãos, desvendar seus mistérios e fazer descobertas dolorosas.
Tudo parecia perfeito. Mas qualquer movimento mais brusco ameaçava a perfeição, era preciso mover-se muito devagar."
Quanto riso oh quanta alegria
Fico muito impressionada como existem pessoas, até hoje, que mantém várias relações. O cara fica intensamente com uma mulher hoje, daqui uma semana fica intensamente com outra e depois com outra, roda entre três ou quatro mulheres e sempre diz a mesma coisa: “Fulana se apaixonou por mim, mas eu não quero namorar”. Sinto pena das mulheres desavisadas, que mesmo ouvindo isso do sujeito, preferem acreditar que a “idéia não corresponde aos fatos”, ou seja, ele fala isso, mas a trata tão bem que não deve ser verdade. Ele por sua vez, mal saiu dos braços dela já está marcando encontro com a outra numa eterna afirmação do seu poder de sedução. Fui assistir ao filme, “Amor sem Escalas” com George Clooney e não gostei. Achei o roteiro mal acabado, no entanto, fala um pouco desse amor sem cuidados.
Aqui em casa, os gripados não têm vez. Meu marido também é dentista e devemos evitar estar gripado. Como? Nesse tempo maluco? Voltei de um curso em São Paulo meio mole e hoje a gripe chegou com todo seu esplendor. Dor de garganta e febre, corpo dolorido. Pronto, foi declarada a minha sentença de abandono. Minha filha cuidou de mim, meu marido também e me passaram imediatamente para o outro quarto.
Imagem: Reprodução/Revista Quem
Alzira, minha paciente de 69 anos, está namorandso um senhor de 59. Eles saem pra jantar, vão ao cinema, ao teatro, caminham na praia, estão apaixonados. Ela é só sorriso, o namoro já dura há um ano. Eu perguntei a ela: