domingo, 26 de junho de 2016

Da hora.

Os momentos de turbulência fazem sempre grandes rombos e transformações. Tudo parece ruir o mundo, o país, a economia, os orçamentos, amigos...  
Um momento meio bíblico, apocalipse?  
É preciso resgatar as forças reais, as raízes, os abraços, as palavras que não são mais ditas. Pequenas gentilezas, olhares delicados sobre as dificuldades do outro. Uma alternativa é a arte, livros, teatro, filmes, exposições, fotos, tudo que remete a acúmulos de doçuras que o tempo, a vida e o cotidiano tentam esmagar e roubar. Não se afobe não, nada é pra já, é preciso criar bases sólidas e sentimentos mais nobres.

Denise Portes


sábado, 25 de junho de 2016

Quando a saudade chega.

O racional desaparece quando a lua é cheia, quando chove ou anoitece. Toda madrugada quando a insônia chega trazendo as lembranças de um tempo que já não pode mais voltar. 
O racional desaparece quando as fotografias de anos e anos, espalhadas em álbuns, recontam fatos que você não quer mais lembrar. Saudade quando chega tem que deixar doer...  Ai, ai...
A razão jamais vai apagar do coração uma história de amor. 

Denise Portes

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Revelação.

Turbulências piores são as emocionais, as que desestabilizam a mente e o coração. A linha tênue entre a sanidade e a loucura. 
O aceitar o que já não faz mais sentido, mesmo que há algum tempo atrás fosse certeza. São novos tempos que revelam velhos dias. 

Denise Portes

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Um tempo.

Eu sou do tempo em que os sonhos brilhavam e que a gente acreditava no horizonte, tinha fé. A esperança era uma palavra comum. A gente via um novo começo de era de gente fina, elegante e sincera. Tolice era viver a vida sem aventura. 
Éramos muito e não éramos fracos. Todos um só coração e o amor não era somente poesia. 

Denise Portes

Presente de uma amiga.

Reconheço a felicidade pelo barulho que ela faz ao partir. 

Jacques Prévert

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Por ai...

O coração não tem como explicar.

- Por que você só fala deste amor?  Ouvi por anos e anos a mesma pergunta, por mais que eu tentasse justificar ou procurar palavras para explicar meus sentimentos, jamais consegui.
Eu penso que é muito simples; o amor não tem explicação, nem justificativa e nada descreve a emoção que o outro te causa. Quantas vezes desejei deixar de amar essa pessoa, quantas vezes eu sonhei amar alguém mais bacana, conheci várias pessoas bem mais legais, mas não foi possível.
Bastava o olhar, o toque, a cumplicidade, para que todas as teorias e certezas fossem por água abaixo.
Hoje, finalmente liberta desse sentimento que me arrebatava, consigo olhar com mais calma e pensar como o poeta; dor de amor quando não passa é sinal que o amor valeu.

Denise Portes