Denise Portes
terça-feira, 24 de maio de 2016
Deprê.
Tem dias nublados e dias de sol, mas o difícil é
quando nubla por dentro e as noites emendam com o dia, as lágrimas voltam a
percorrer o caminho da dor e nada mais importa. É quando a tristeza é da alma,
os olhos transbordam numa dor que vem do coração. Para esses dias tanto faz se
o sol brilha ou a chuva inunda a natureza... É lugar mais profundo, quem um dia
irá dizer que não existe razão nas coisas sentidas pelo coração?
segunda-feira, 23 de maio de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
Vazio.
No quarto não há móveis, só marcas de pôsteres que, um dia, cobriram as paredes, e algumas revistas espalhadas sobre o piso frio, como gravetos de um ninho que se desmanchou.
Silvana Tavano
Fé
Que a vida de repente começou a correr e contra o
tempo eu tenho a minha fé, que inabalável me indica que rumo tomar.
Denise Portes
Denise Portes
sábado, 21 de maio de 2016
Pra sempre...
Procuro pelas
ruas outros rostos, gostos, sorrisos... Almas que fragmentadas me tiram um
pouco da sua falta. Esse vazio aumenta em noites de lua cheia e nos fins da
tarde de sábado. As cortinas do seu apartamento estavam baixas quando eu
senti um aperto de saudades. Era o dia nublado, o vento que soprava leve e um
nó na garganta do fim de uma história que supostamente o meu coração acreditou
ser para sempre.
Denise Portes
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Trocando em miúdos.
Não, eu não quero nada além de um bom papo e um
vinho pra poder falar da alma, pra quem entende esse papo de alma.
Denise Portes
Denise Portes
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Preocupação
É uma nuvem que encobre o pensamento em sombras, ameaçando
tempestades que nem sempre acontecem.
Silvana Tavano
Silvana Tavano
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Neologismo
“Às vezes, quando a gente vai embora de um amor,
esquece uma parte quase que vital da gente dentro dele”. É como se fossemos
embora só com as roupas do corpo, mas deixássemos tudo que para nós tem mais
valor, perdido naquele cômodo do coração que já não mais nos pertence. Ficou
com aquele alguém que, teoricamente, deveria pertencer, agora, ao passado.
Matheus Rocha
Matheus Rocha
terça-feira, 17 de maio de 2016
O ator Wagner Moura fala sobre o governo golpista:
"Escrevi essa resposta-texto para jornalistas do Estado e da Zero Hora que queriam minha opinião sobre a extinção do Minc. O Zero Hora vai dar. O Estado se recusou."
A extinção do Minc é só a primeira demonstração de obscurantismo e
ignorância dada por esse Governo ilegítimo. O pior ainda está por vir.
Vem aí a pacoteira de desmonte de leis trabalhistas, a começar pela
mudança de nossa definição de trabalho escravo, para a alegria do
sorridente pato da FIESP, que pagou a conta do golpe.
Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça. Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no Governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013. Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais. Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.
Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!). Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos. Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no Governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo. Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção "do antro de esquerdopatas", referindo-se ao Minc. Uma negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.
Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?! Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior? Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo. E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios... Faz sentido. Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.
Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil. Ótimo. Pra que cultura? Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na Igreja de Malafaia e na redação da Veja: "Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!" Trevas amigo... E o pior ainda está por vir.
Começaram transformando a Secretaria de Direitos Humanos num puxadinho do Ministério da Justiça. Igualdade Racial e Secretaria da Mulher também: tudo será comandado pelo cara que no Governo Alckmin mandou descer a porrada nos estudantes que ocuparam as escolas e nos manifestantes de 2013. Sob sua gestão, a PM de São Paulo matou 61% a mais. Sabe tudo de direitos humanos o ex-advogado de Eduardo Cunha, o senhor Alexandre de Moraes.
Mas claro, a faxina não estaria completa se não acabassem com o Ministério da Cultura, que segundo o genial entendimento dos golpistas, era um covil de artistas comunistas pagos pelo PT para dar opiniões políticas a seu favor (?!!!). Conseguiram difundir essa imbecilidade e ainda a ideia de que as leis de incentivo tiravam dinheiro de hospitais e escolas e que os impostos de brasileiros honestos sustentavam artistas vagabundos. Os pró-impeachment compraram rapidamente essa falácia conveniente e absurda sem ter a menor noção de como funcionam as leis (criadas no Governo Collor!) e da importância do Minc e do investimento em Cultura para o desenvolvimento de um país. É muito triste tudo. Ontem vi um post em que Silas Malafaia comemorava a extinção "do antro de esquerdopatas", referindo-se ao Minc. Uma negócio tão ignóbil que não dá pra sentir nada além de tristeza. Predominou a desinformação, a desonestidade e o obscurantismo.
Praticamente todos os filmes brasileiros produzidos de 93 para cá foram feitos graças à lei do Audiovisual. Como pensar que isso possa ter sido nocivo para o Brasil?! Como pensar que o país estará melhor sem a complexidade de um Ministério que cuidava de gerir e difundir todas as manifestações culturais brasileiras aqui e no exterior? Bradar contra o Minc e contra as leis (ao invés de contribuir com ideias para melhorá-las) é mais que ignorância, é má fé mesmo. E agora que a ordem é cortar gastos, o presidente que veio livrar o Brasil da corrupção e seu ministério de homens brancos, com sete novos ministros investigados pela Lava Jato, começa seu reinado varrendo a Cultura da esplanada dos Ministérios... Faz sentido. Os artistas foram mesmo das maiores forças de resistência ao golpe. Perdemos feio.
Acabo de ler que vão acabar também com a TV Brasil. Ótimo. Pra que cultura? Posso ouvir os festejos nos gabinetes da Câmara, nos apartamentos chiques dos batedores de panela, na Igreja de Malafaia e na redação da Veja: "Acabamos com esse antro de artistazinhos comprados pelo PT! Estão pensando o que? Acabamos a mamata da esquerda caviar! Chega de frescura! Viva o Brasil!" Trevas amigo... E o pior ainda está por vir.
Ufa!!!
"Apesar de todas as loucuras que fiz, era
perfeitamente normal: escolhi fazer as coisas, não foram elas que me
escolheram."
Bukowski
Entrelinhas.
"Procuro palavras certas em poemas do mundo,
mas não sei se sou eu ou o mundo
que perdeu a poesia.
e deste modo aqui estamos nós
deixados como um nada, além de ironias pobres
em entrelinhas desabitadas.
Enquanto isso, o café, os gatos e as condições meteorológicas
continuam a jorrar as suas peças em velhos clichês."
mas não sei se sou eu ou o mundo
que perdeu a poesia.
e deste modo aqui estamos nós
deixados como um nada, além de ironias pobres
em entrelinhas desabitadas.
Enquanto isso, o café, os gatos e as condições meteorológicas
continuam a jorrar as suas peças em velhos clichês."
segunda-feira, 16 de maio de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
Tem hora que dói...
Tem hora que dói,
A dor de tudo vivido e de tantas coisas construídas,
Palavras sentidas,
Tem hora que dói
O não eternizado,
O equivocado.
Tem hora que dói.
Denise Portes
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Sobre as importâncias.
Que a
importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa
produza em nós.
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Desejo.
Sentir vontade de alguém é quando o coração fica
mais feliz quando a mensagem chega.
Denise Portes
terça-feira, 10 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
domingo, 8 de maio de 2016
Dia das mães.
Mãe, ô
minha mãe, obrigada por me ensinar esse amor desmedido, esse jeito destemido de
ser mãe ❤️
Denise Portes
sábado, 7 de maio de 2016
Silêncio
“Entre a minha casa e a tua, há uma
ponte de estrelas.
Uma ponte de silêncios. “.
Mario Quintana
sexta-feira, 6 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
O poder do agora.
Expectativas geram ansiedades desnecessárias, melhor
seria viver completamente dentro do agora, essa é a única certeza que temos.
Denise Portes
quarta-feira, 4 de maio de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
O poder do amor.
Repetidos são os sentimentos que ocupam os nossos
corações, eles bailam uma valsa longa descolorindo nossos sentimentos medrosos
depois da dor. É preciso acreditar mil vezes no amor, pois somente ele mantém
acessa a alegria do cotidiano.
Denise Portes
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Os donos de suas verdades.
Quando não se tem um olhar amoroso para a alma do outro acabamos nos
enchendo de mágoas e nem sequer pensamos nas fraquezas de quem vive ao nosso lado, a verdade é que cada um sabe a
dor e a delicia de ser o que é.
Denise Portes
domingo, 1 de maio de 2016
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