"Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem.
E nisso, sim, acredito até o fim.'
Cris Carvalho
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Falta tempo, mas sobra amor.
Vinte anos de amizade e a gente ainda troca e-mail assim:
Um carinho
Depois de muitos anos as palavras ficam esquecidas e eu quero morrer bem velhinha dizendo pra você que eu te amo.
Olha o que a saudade faz com a gente às nove da manhã!
Ela responde:
oh meu amor... saudades
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Estou livre, faço parte do todo, estou em harmonia comigo.
Todos os meus pensamentos ainda me perturbam, mas sei que eles são nuvens.Não preciso de estímulos externos para ser feliz.
Tudo isso se chama conquista, um dia, depois outro dia, como um atleta que vence obstáculos. Eu posso vencer todos os dias cada obstáculo que criei, essa é a minha vitória.
Denise Portes
terça-feira, 22 de junho de 2010
O Crepúsculo e o Alvorecer.
Eu preciso do crepúsculo como um findar e renovar de forças.
Eu também preciso do alvorecer, dos primeiros raios do dia.
Esses dois momentos desencontrados do relógio muito me encantam. Estão nestes horários minha força de criação, meus momentos de profundo silêncio externo. Todas as vozes internas falam com mais suavidade a essa falta de estímulos. São os momentos que os telefones, a TV e todos os aparelhos dormem. O momento que a casa dorme. O calar da cidade, a mente mais desacelerada da correria do dia. Algo urbano sempre está no burburinho das cidades. Algo mais humano e mais profundo nasce no silêncio, naquele lugar onde os sentimentos, exaustos do sentir, afloram e se transformam em palavras.
Denise Portes
segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Onde nascem as estrelas?
Eu estou aqui pensando: a gente corre tanto atrás de entender sentimentos! Eles ficam num lugar tão especial dentro da gente, que temos que cair muitas vezes. Ficar feliz, triste, introspectivos e pra conseguir desfrutar um pouco desse lugar, temos que ser loucos. Loucos por sentimentos e somente através deles entender o amor. Neste lugar deve morar todo o universo.
Denise Portes
Denise Portes
Declaração de amiga
"Num deserto de almas também desertas,
uma alma especial reconhece de imediato a outra."
Caio Fernando Abreu
sábado, 19 de junho de 2010
Foi no filme do Bambi que aprendi uma frase que eu nunca me esqueci. Quando o coelho Tambor vê o Bambi pela primeira vez, ele diz pra mãe:
- Mãe, como ele é esquisito.
A mamãe coelha o repreende dizendo:
- Tambor, se você não tem nada agradável a dizer, não diga nada.
Quantas pessoas na vida a gente conhece que deveriam ter assistido o filme do Bambi apenas pra aprender isso.
Denise Portes
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Interior
Que vazio era esse que eu mesma não conseguia preencher?
Tenho gostado tanto desse mundo que existe dentro de mim!
Denise Portes
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Nosso tempo
Nesse tempo que não para,
Trabalhamos contra o relógio.
Uma expectativa diária.
É um tempo do mundo.
Um tempo seu,
Um tempo meu,
Um tempo do mundo,
Um tempo nosso.
Um tempo nosso.
Desacelera e concentra.
Um tempo nosso, um tempo seu, meu, nosso.
Um tempo nosso, um tempo seu, meu, nosso.
Um tempo nosso.
Esse tempo é nosso.
Esse tempo é nosso.
Denise Portes
quarta-feira, 16 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Natural como a Natureza
A paz invadiu o meu coração. Eu procuro no mar todas as respostas. Lá vem as ondas misturar na areia da praia, trazer conchas, sacudir os barcos... O mar volta a ficar sereno.
O vento sopra, a lua nasce e a natureza muda. Esse turbilhão que acontece em mim faz parte da natureza que também vive assim...
Denise Portes
O vento sopra, a lua nasce e a natureza muda. Esse turbilhão que acontece em mim faz parte da natureza que também vive assim...
Denise Portes
Receita
Felicidade a gente vai juntando, um pouquinho todo dia.
Deixa inundar que a vida enche de pequenas alegrias.
Denise Portes
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Nit
Nós, que somos homens do conhecimento, não conhecemos a nós próprios; somos de nós mesmos desconhecidos e não sem ter motivo. Nunca nós nos procuramos: como poderia, então que nos encontrássemos algum dia? Com razão alguém disse: "onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração". Nosso tesouro está onde se assentam as colméias do nosso conhecimento. Estamos sempre no caminho para elas como animais alados de nascimento e recolhedores do mel do espírito, nos preocupamos de coração propriamente de uma só coisa - de "levar para casa" algo. No que se refere, por demais, a vida, as denominadas "vivências" - quem de nós tem sequer suficiente seriedade para elas? Ou o suficiente tempo? Jamais temos prestado bem atenção "ao assunto": ocorre precisamente que não temos ali nosso coração - e nem sequer nosso ouvido! Antes bem, assim como um homem divinamente distraído e absorto a quem o sino acaba de estrondear fortemente os ouvidos com suas dozes batidas de meio-dia, e de súbito acorda e se pergunta "o que é que em realidade soou?", assim também nós abrimos às vezes, os ouvidos depois de ocorridas as coisas e perguntamos, surpreendidos e perplexos de tudo, "o que é que em realidade vivemos?, e também " quem somos nós realmente?; e nos pomos a contar com atraso, como temos dito, as doze vibrantes campainhas de nossa vivência, de nossa vida, de nosso ser - ah! e nos equivocamos na conta.Necessariamente permanecemos estranhos a nós mesmos, não nos entendemos, temos que nos confundir com outros, e, em nós servirá sempre a frase que disse "cada um é para si mesmo o mais distante" continuamos a nos considerar "homens do conhecimento".
...
Tu queres acompanhar? Ou ir à frente? Ou ir por sua própria conta?... É preciso saber o que se quer e que se quer.
Friedrich Nietzsche
Dia de Santo Antônio.

Santo Antônio
Composição: J. Velloso
Que seria de mim meu Deus
Sem a fé em Antônio
A luz desceu do céu
Clareando o encanto
Da espada espelhada em Deus
Viva viva meu santo
Saúde que foge
Volta por outro caminho
Amor que se perde
Nasce outro no ninho
Maldade que vem e vai
Vira flor na alegria
Trezena de julho
É tempo sagrado
Na minha Bahia
Antônio querido
Preciso do seu carinho
Se ando perdido
Mostre-me novo caminho
Nas tuas pegadas claras
Trilho o meu destino
Estou nos teus braços
Como se fosse
Deus menino
Os sonhos que ficam são aqueles que a gente acredita e luta por eles. Muitas vezes, principalmente quando tudo perde a cor, é difícil continuar acreditando. É ai que eu derramo uma lata de tinta, que fica guardada no findar das minhas forças, derramo sobre as cinzas, tão cinza! Recomponho fatos e realizações, somente depois disso eu sigo. Quem foi que disse que ia ser fácil?
Denise Portes
Tem que escolher a cor e não perder a esperança, não é isso, Broun?
Ela disse que eu andava distante.
Mas é tanto sentimento que surgia nesse nosso amor, que não cabiam mágoas e rancor. Tudo é tão delicado que tive medo de quebrar o que eu sentia. Foi preciso cuidado, carinho e atenção.
Muita delicadeza no meio da confusão.
...
Como disse o poeta:
“E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?”
Mas é tanto sentimento que surgia nesse nosso amor, que não cabiam mágoas e rancor. Tudo é tão delicado que tive medo de quebrar o que eu sentia. Foi preciso cuidado, carinho e atenção.
Muita delicadeza no meio da confusão.
...
Como disse o poeta:
“E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?”
sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Quando a natureza vence o espaço se apresenta como é,
Tudo muda e fica até mais exótico. Esse é o espaço que muitas vezes nós temos que conquistar. Plantar, criar raízes, abrir caminhos, acreditar, acreditar sempre.
É difícil, o tempo todo a luta é de vencer barreiras. Outras vezes eu me pergunto, vencer essas barreiras é que torna a vida engraçada?
É sempre uma questão de ponto de vista.
Denise Portes
Tudo muda e fica até mais exótico. Esse é o espaço que muitas vezes nós temos que conquistar. Plantar, criar raízes, abrir caminhos, acreditar, acreditar sempre.
É difícil, o tempo todo a luta é de vencer barreiras. Outras vezes eu me pergunto, vencer essas barreiras é que torna a vida engraçada?
É sempre uma questão de ponto de vista.
Denise Portes
Tenho medo de ter mergulhado demais no realismo dentro do meu cotidiano. Meus sonhos eu transformei em poesias e histórias, em vida inventada. É aqui que eu quero ficar, focada nos sentimentos que acreditei por toda a minha vida. Criando personagens, fazendo com que as ideias correspondam aos fatos.
Denise Portes
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Existe uma letra mais linda?
Não, ninguém faz samba só porque prefere
Força nenhuma no mundo interfere
Sobre o poder da criação
Não, não precisa se estar nem feliz nem aflito
Nem se refugiar em lugar mais bonito
Em busca da inspiração
Não, ela é uma luz que chega de repente
Com a rapidez de uma estrela cadente
E acende a mente e o coração
É, faz pensar
Que existe uma força maior que nos guia
Que está no ar
Vem no meio da noite ou no claro do dia
Chega a nos angustiar
E o poeta se deixa levar por essa magia
E o poeta se deixa levar por essa magia
E um verso vem vindo e vem vindo uma melodia
E o povo começa a cantar!
Diogo Nogueira
terça-feira, 8 de junho de 2010
Acabou
Uma amiga estava namorando um argentino, ele terminou com ela e argumentou:
-Vocês brasileiros são feitos de açúcar, qualquer coisa ficam magoados.
Ela triste respondeu:
- Desculpa, você não combinou comigo que não era pra eu me apaixonar.
- Desculpa, você não combinou comigo que não era pra eu me apaixonar.
Denise Portes
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Depois de um tempo, a gente sabe que as coisas passam.
Com algumas pessoas é difícil a transformação, principalmente com aquelas que ocuparam o coração de uma forma que você acreditava que nunca mais ia sair de lá. Quando eu era adolescente, gostava quando o tempo transformava tudo. Quando eu reencontrava aquele garoto, que um dia gostei muito e naquele momento não gostava mais. Era uma sensação de não ser mais refém daquele amor.
Com algumas pessoas é difícil a transformação, principalmente com aquelas que ocuparam o coração de uma forma que você acreditava que nunca mais ia sair de lá. Quando eu era adolescente, gostava quando o tempo transformava tudo. Quando eu reencontrava aquele garoto, que um dia gostei muito e naquele momento não gostava mais. Era uma sensação de não ser mais refém daquele amor.
Esse prazer vinha da minha intensidade de amar as pessoas.
Quando o amor ficava mais leve, eu sentia uma tranquilidade de poder ver aquela pessoa sem aquele monte de personagens, que eu inventei pra ela. Aquele poço de mágoas se desfazia.
Quando o amor ficava mais leve, eu sentia uma tranquilidade de poder ver aquela pessoa sem aquele monte de personagens, que eu inventei pra ela. Aquele poço de mágoas se desfazia.
Quantas vezes, mesmo sofrendo, eu mantinha o ser amado perto de mim. Talvez para que pudesse entender os personagens da minha história. Muitas vezes isso tudo foi ruim.
Hoje eu acho que temos que deixar a pessoa ir embora, até pra entender que tem pessoas que passam. Quando você entende o processo da sua loucura, as coisas vão se acomodando por dentro e o seu melhor sai.
Todas as vezes que reencontro amores que transformei, eu fico assim cheia de filosofia de botequim.
Hoje eu acho que temos que deixar a pessoa ir embora, até pra entender que tem pessoas que passam. Quando você entende o processo da sua loucura, as coisas vão se acomodando por dentro e o seu melhor sai.
Todas as vezes que reencontro amores que transformei, eu fico assim cheia de filosofia de botequim.
Denise Portes
terça-feira, 1 de junho de 2010
Na minha infância, quando a chuva embaçava o vidro da janela, eu soprava e desenhava com os dedos figuras misteriosas.
Era tanto tempo olhando os pingos formando poças!
O pensamento molhado de chuva fazia com que eu corresse até o sofá e cortasse mais uma parte do jornal. Eu construía barcos de papel, com cola e barbantes e pintava cada um com diferentes cores. Muitas vezes, debruçada sobre a janela, eu ficava horas esperando que os pingos ficassem finos e mais fracos para que eu pudesse correr até a rua. Lá eu colocava minhas embarcações na maior poça que tivesse formada próxima a calçada. Corria novamente para janela e ficava esperando o naufrágio dos barcos. A mente vagava por aquele momento. Eu estava tão concentrada naquele lugar que mal podia esperar que chovesse novamente para que eu repetisse tudo. Hoje quando ouço a filha de uma amiga, me pedindo inúmeras vezes que repita a mesma história, eu me lembro dos barcos de papel e da única palavra daquele momento, que era: “de novo, de novo.” Naquele tempo em que tudo acontecia devagar e onde o pensamento estava completamente focado, nada mais importava.
Olhar a chuva e construir barcos aumentou a minha fonte de lembranças, que quando acionadas me trazem histórias, que ecoam em palavras que se misturam e gritam para mim: de novo, de novo.
Denise Portes
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