A minha mãe forte e serena vestida com sua dor que
transbordava pelos olhos, meus irmãos unidos, minhas cunhadas que são minhas
irmãs. O meu pai ia gostar de ver o amor dos seus netos neste momento de dor. Meus
irmãos de alma Katita, Nonato e Tonico. A minha amiga tão amada Márcia
Crivellari. Nossos tios; Maninho, Nivalda, Ivete, Mirian, Altair... Meus amigos
de infância, meu primeiro namorado, os amigos do meu pai, do trabalho, do
chope, da oficina, do mercado, das fazendas, a ajudante lá da casa dele...
A família do
seu empregado de dez anos, eles pegaram dois ônibus e foram se despedir dele. Dia lindo, meu pai com a roupa que ele
escolheu e que a minha mãe passou pela última vez. O seu rosto era sério e
bonito, como ele sempre foi durante a vida toda. Gente que entrava e saia,
amigos de anos e anos estavam ali, com os olhos cheios de lágrimas para dizer adeus.
Adeus não, até breve. Tantas pessoas queridas, o amor dele resplandeceu quando
o pastor leu Coríntios 13, que fala sobre o amor. Tudo que o meu pai e minha
mãe nos ensinou a vida toda, o amor. Ah meu pai, você ia gostar de ver a
história que você escreveu por aqui. Uma dor cortava o coração da sua família e
desta dor eu ainda não posso te contar.
Denise Portes